Ipem: irregularidade em produtos atinge 1,16% na segunda quinzena de janeiro

Dos 2.590 produtos fiscalizados pela entidade, 30 foram reprovados; destaque foi para o item biscoitos

Publicidade

SÃO PAULO – Na segunda quinzena de janeiro, os biscoitos foram os produtos que apresentaram os maiores índices de irregularidades, de acordo com o relatório divulgado na quarta-feira (07) pelo Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP).

Dos 2.590 produtos que compõem a cesta básica fiscalizados pela entidade, 1,16% foram reprovados, ou seja, trinta deles. Considerando apenas a capital paulista, chega-se a um índice de 1,56%, uma vez que 14 dos 895 itens vistoriados estavam fora do padrão.

Produtos irregulares

O biscoito stetiks, da Cipa Indústria de Produtos Alimentares Ltda, foi o produto mais irregular encontrado na cidade de São Paulo. No pior dos resultados, a balança mostrou que o pacote estava 4,8 % abaixo do peso informado na embalagem, de 200g.

Em Bauru, o maior erro estava no biscoito “Dunga”, da Dunga Produtos Alimentícios Ltda., que apresentou peso inferior em nove mercadorias. Na maior falta, o pacote estava 22g mais leve.

Na cidade de São José do Rio Preto, cinco produtos foram reprovados, dentre eles, o biscoito de maisena da Marilan Alimentos S/A. Os pacotes apresentaram 8,50g (-2,13%) a menos cada, em média.

Na lista dos produtos irregulares ao consumidor ainda estavam leite, macarrão, sal, arroz e margarina.

Continua depois da publicidade

Penalidades

O Ipem-SP divulga quinzenalmente os relatórios de fiscalizações de produtos de cestas básicas. Este trabalho é resultado das ações diárias dos técnicos do Ipem-SP em todo o estado de São Paulo, distribuído entre os sete laboratórios para análise de produtos pré-medidos que compõem a instituição. Cada um deles atende uma determinada região e fica responsável pelas informações destes municípios.

As irregularidades são penalizadas de acordo com cada caso. A multa pode chegar a R$ 50 mil, dobrando o valor em caso de reincidência. As empresas flagradas pelo Ipem-SP têm até 15 dias, a partir da constatação da irregularidade, para apresentar defesa à Superintendência do Instituto de Pesos e Medidas.