Investimento ajuda a tornar realidade a viagem dos sonhos

Em primeiro lugar, estime o valor total da viagem e, depois, aposte na poupança para alcançá-lo ou superá-lo, aponta consultor

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SÃO PAULO – O planejamento financeiro pode ajudar a viagem dos sonhos a se tornar realidade. Mas como começá-lo?

De acordo com o professor e educador financeiro Mauro Calil, em primeiro lugar, é preciso decidir para onde vai, como vai (transporte que será usado) e o que pretende fazer no destino, para saber o quanto vai gastar ou apenas ter uma estimativa em relação a isso. Além disso, procure saber o quanto desembolsará com documentos, uma vez que a “burocracia também tem custo”.

Com o valor estimado em mãos, é chegado o momento de refletir sobre de que forma custeará a viagem. Uma dica, de acordo com Calil, é aderir à velha e conhecida caderneta de poupança, a única modalidade de investimento que ele indica para situações como esta, uma vez que não envolve riscos.

“A pessoa não pode frustrar a viagem dela no momento em que realmente irá fazê-la, por qualquer variação de mercado. Então, eu não indico CDB, fundos de investimentos nem outras modalidades”, afirmou, acrescentando que estes investimentos ainda envolvem a cobrança de taxas de administração e impostos, que diminuem os ganhos.

Na ponta do lápis
Se a viagem tem um custo estimado de R$ 8,5 mil, o rendimento de 0,5% ao mês da poupança mais TR (Taxa Referencial) – que costuma ser próxima de zero – por 12 meses, depois de feito um aporte inicial de R$ 1 mil, exigirá um esforço mensal do turista de R$ 603 mensais.

“O valor não é tão complicado. Para quem ganha R$ 2,5 mil por mês, seria algo em torno de 24% do salário. Parece impossível, mas as pessoas conseguem, se economizarem R$ 10 por dia, já dá R$ 300 por mês”, afirmou Calil.

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Sem a ajuda da modalidade de investimento, se a pessoa quiser apenas dividir o valor da viagem por um ano, o esforço mensal seria de R$ 708,33, o que representa como o investimento – ainda que conservador – pode ajudar a tornar a viagem realidade.

Se considerado que o tempo para planejar a viagem é de 18 meses, para alcançar R$ 8,5 mil a um rendimento de 0,5% ao mês, depois de um aporte inicial de R$ 1 mil, a pessoa teria de fazer depósitos mensais de R$ 394,24, enquanto que, sem o dinheiro na poupança, o esforço mensal seria de R$ 472,22.

Em 24 meses, o dinheiro que deveria ser depositado na poupança mensalmente seria de R$ 289,90, enquanto que, sem a ajuda da modalidade, seria de R$ 354,16. Agora, se quiser manter os depósitos de R$ 354,16 mensais na poupança, ao final de 24 meses, você terá um montante de R$ 9.006,98, acima daquilo que precisava na viagem e algo que poderá custear imprevistos.

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Viagem ao exterior
Para quem vai viajar para fora do Brasil, o indicado é se proteger do câmbio. De que forma? Na opinião de Calil, comprando a moeda estrangeira logo que tiver dinheiro no bolso, não ficando à deriva das oscilações do mercado. Ele disse não ser contra a compra aos poucos, mas que isso também implica riscos e gastos com taxas das operações.

Ele ainda indica que se compre moeda em espécie, já que o cartão de crédito vai considerar o câmbio no fechamento da fatura, que pode ser maior do que aquele apurado no momento da compra. “As operadoras ainda usam uma cotação mais cara do que o turista encontra no Brasil para fechar o câmbio”.

Calil orientou que a pessoa fique de olho no preço da passagem aérea, que pode mudar da data em que se estima o quanto gastará com a viagem daquela em que realmente será feita. “Para viagens no exterior, cheque a compra da passagem no exterior. Compre, emita o bilhete pela internet e pague com o cartão de crédito. Pode valer mais a pena”, orientou.

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Ainda em relação à viagem internacional, para se proteger do câmbio, ele disse que o indicado é contratar pacotes em reais.