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SÃO PAULO – O recadastramento dos aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi antecipado do início de abril para 15 de fevereiro. Antes de começar a ser realizado, no entanto, a Previdência deve enxugar o cadastro atual por meio do cruzamento de dados dos bancos, Justiça Eleitoral e Sistema Único de Saúde (SUS).
Proposto pela Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas), o recadastramento tem o objetivo de atualizar as informações sobre os usuários da Previdência Social e assim evitar fraudes e corrupção no sistema.
De acordo com o presidente da Cobap, João Lima, “a Dataprev, a Polícia Federal e o próprio INSS já fizeram diversos levantamentos nos estados e confirmaram que existem aposentadorias ilegais, de pessoas que não contribuíram e estão recebendo o benefício”. Ainda segundo Lima, cerca de 20% dos 23,1 milhões de aposentados e pensionistas são irregulares ou fantasmas.
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Como será feita?
Ao contrário do que ocorreu em 2003, quando o Ministério da Previdência cortou o pagamento dos beneficiários com mais de 90 anos até que eles se recadastrassem, desta vez o processo não deve perturbar os aposentados e pensionistas, nem gerar filas nos postos do INSS.
A idéia é abordar os cidadãos nos bancos, onde 60% dos aposentados e pensionistas recebem o benefício com cartão bancário. O trabalho seria realizado entre o primeiro e o quinto dia útil do mês, datas em que ocorrem os pagamentos.
Ainda não definido, o prazo final para o recadastramento pode se estender até dezembro deste ano, segundo solicitação da Cobap junto ao Ministério da Previdência.