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SÃO PAULO – Mais de 90% dos médicos peritos que trabalham no Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) aderiram à greve que se iniciou nesta quarta-feira (13), em todo o Brasil, e terá duração de dois dias, segundo dados da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP).
A categoria pede por melhoras nas condições de trabalho. Isso porque, de acordo com os médicos peritos, existem apenas 1,3 mil consultórios para 4,8 mil funcionários atenderem cerca de 50 mil consultas por mês.
Reivindicações
De acordo com a Agência Brasil, na pauta de reivindicações dos profissionais ainda está mais segurança no trabalho. Para isso, os laudos deveriam ser enviados pelo correio, para que alguns médicos não sejam agredidos por segurados insatisfeitos.
A perita Ana Maria Facci diz que a maior causa da agressão é quando o pedido de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez é negado. “Em agosto deste ano, foi feito um acordo com o INSS para que os laudos fossem enviados à casa dos segurados pelo correio, mas essa reivindicação só poderá ser atendida em 15 de outubro”.
Segundo a ANMP, caso as reivindicações não sejam atendidas até 20 de setembro, os profissionais prometem parar as atividades por tempo indeterminado.