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SÃO PAULO – Após forte reação negativa dos papéis da Redecard (RDCD3) na última sexta-feira (18) – que desabaram 6,39% -, o clima permanece incerto para a credenciadora de cartão de crédito, indicam os especialistas que acompanham o caso de perto.
O movimento de baixa dos papéis começaram após a aprovação de novo laudo de avaliação da companhia, no âmbito da OPA (Oferta Pública de Aquisição) para fechamento de capital, feita pelo controlador Itaú Unibanco (ITUB4). Já nesta segunda-feira (21), o movimento parecia se estender, chegando a cair mais de 2% no começo do pregão. Contudo, os papéis RDCD3 mostraram recuperação, acompanhando a forte movimento positivo da bolsa brasileira, e fecharam com valorização de 1,83% aos R$ 30,60.
Segundo o analista do BB Investimentos, Carlos Daltozo, “o pedido de novo laudo já era esperado pelo mercado, uma vez que os acionistas minoritários, incluindo nós, acreditavamos que a primeira avaliação tinha sido muito cautelosa, tendo em vista que não levou em consideração algumas sinergias com a Redecard”.
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Para ele, esse valor tem que subir um pouco para tentar fechar negócio, levando em conta a mudança no cenário externo de dois meses para cá, além do front interno, com o arrefecimento no crédito. Contudo, o Itaú já deixou claro que não vai elevar seu preço de R$ 35, embora tenha aceitado um novo laudo.
Cenário nebuloso para Redecard
O analista Paulo Ribeiro, do HSBC, adota dois cenários possíveis em caso de fracasso da operação: o Itaú pode renegociar seus contratos com a Redecard, pedindo um lucro similar ao da Caixa Econômica Federal ou Safra, ou vender parte ou totalidade de sua partipação na Redecard e usar a Hipercard para criar sua própria credenciadora, totalmente controlada.
Para Fabio Zagatti e Henrique Caldeira, do Barclays, existe uma probabilidade de mais de 50% do Itaú abandonar o negócio. Nesse caso, a Hipercard poderia ser um potencial concorrente no mercado nos próximos 3 a 5 anos, o que seria muito negativo para a Redecard, disse o analista Leonardo Zanfelício, da Concórdia.
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Somente com a divulgação do laudo é possível saber o caminho para as ações da companhia, ressaltando que a situação pode ficar muito feia se o negócio não for concluído, já que a Redecard não teria esse valor sem o Itaú como acionista majoritário, disse o analista.