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SÃO PAULO – Contrariando tendência registrada em agosto, quando a inadimplência total registrou queda de 2,7%, o estudo realizado pela Serasa apontou para um crescimento da inadimplência total, isto é, incluindo empresas e pessoas físicas, neste último mês de setembro.
Contudo, no que se refere à inadimplência entre pessoas físicas, foi registrado um recuo graças ao pagamento dos expurgos do FGTS e à maior cautela do consumidor, que está aguardando uma maior definição da situação político-econômica do país antes de voltar às compras.
Inadimplência total aumentou 2,1% em setembro
De acordo com a pesquisa, o volume de inadimplência total, ou seja, incluindo pessoas físicas e jurídicas, apresentou alta de 2,1% no mês de setembro em comparação com o mesmo período do ano passado, o que corresponde a 755 mil protestos somente neste último mês de setembro.
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Por sua vez, quando se analisa somente a inadimplência entre pessoas físicas, excluindo as empresas, houve uma queda de 1,6% na comparação entre setembro deste ano e o do ano passado, para um total de 361 mil títulos protestados e uma média diária de 17 mil protestos. Entre as empresas, a comparação entre setembro de 2002/2001, aponta para um aumento da inadimplência, em todo território nacional, de 5,9%, o que representa cerca de 394 mil títulos protestados, com média diária de 19 mil protestos.
Inadimplência segue elevada no acumulado do ano
Apesar da queda da inadimplência entre pessoas físicas nos últimos meses, no acumulado dos nove primeiros meses de 2002 ela ainda segue elevada. Entre janeiro e setembro, excluindo o estado de São Paulo, o volume total de protestos de pessoa física apontou alta de 14,2% frente ao mesmo período do ano passado, o que representa 989 mil títulos protestados.
Se considerarmos a inadimplência total, isto é, incluindo as empresas, a situação é um pouco melhor, visto que entre janeiro e setembro o volume total de títulos protestados cresceu 9,9% em relação ao mesmo período em 2001, para um total de 3,5 milhões de protestos.
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Enquanto isso, os protestos de pessoas jurídicas, excluindo São Paulo, durante o acumulado do ano apresentou alta de 8,4% em relação ao mesmo período do ano passado, o que corresponde a 2,5 milhões de títulos.
Os empresários estão evitando recorrer aos empréstimos e financiamentos enquanto o cenário econômico estiver incerto. Por outro lado, aqueles que já haviam solicitado empréstimos estão renegociando a forma de pagamento, diante da forte valorização do dólar frente ao real.
Alteração na legislação provoca distorções
Vale ressaltar que as mudanças na legislação a respeito da cobrança das custas cartorárias no estado de São Paulo feitas em maio do ano passado acabaram provocando distorções durante as comparações entre os meses. Para evitar esse tipo de problema, a Serasa exclui o estado de São Paulo nas comparações do acumulado do ano, mas inclui o estado nas comparações mensais a partir de maio.
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A partir de maio de 2001, a legislação sobre custas cartorárias foi alterada em São Paulo, e os devedores passaram a ser responsabilizados pelos custos dos protestos. Dessa forma, muitos credores começaram a protestar títulos de crédito e cheques sem fundos, sobrecarregando os cartórios de protestos.