Publicidade
SÃO PAULO – De acordo com o relatório do Banco Central, a inadimplência na carteira de crédito com recursos livres, isto é, concedidos com recursos das próprias instituições, e não com base nos recursos captados no mercado, como depósitos, subiu ligeiramente em novembro de 7,9% para 8% do total da carteira de crédito.
Depois de se manter estável em 7,9%, em setembro e outubro, a taxa de inadimplência voltou a subir em novembro, ainda que de maneira modesta. Em relação à taxa de novembro do ano passado, a mais baixa dos últimos 12 meses, houve um aumento de 0,2 ponto percentual já que na época a inadimplência estava em 7,8%.
Inadimplência segue em queda
No segmento de pessoa física, o volume de operações em atraso caiu pelo sexto mês consecutivo em novembro, baixando de 14,8% em outubro para 14,6%. Além disto, esta é a taxa mais baixa de inadimplência entre pessoa física desde dezembro do ano passado, uma vez que a taxa mais baixa dos últimos 12 meses foi atingida em novembro de 2001 quando a inadimplência estava em 14,4%. Por sua vez, seu nível mais alto foi atingido em maio quando atingiu 15,9%.
Já no que se refere às operações de crédito junto a empresas a inadimplência subiu passando de 4,1% para 4,3%. Depois de cair consistentemente desde maio, quando estava em 5%, a inadimplência entre as empresas voltou a subir, voltando ao nível em que se encontrava em agosto deste ano.
Ao contrário do que aconteceu com a inadimplência entre pessoa física, que registrou forte aumento desde janeiro de 2001, subindo de 11,5% para os atuais 14,6%, a inadimplência entre empresas caiu neste mesmo período, baixando de 6,8% em janeiro de 2001 para os atuais 4,3%. Em termos gerais a inadimplência registrou queda de 0,5 ponto percentual desde janeiro do ano passado, quando estava em 8,5%.
Inadimplência é maior nos CDCs
Dentre as várias modalidades de empréstimos à pessoa física a maior taxa de inadimplência ficou com as operações de aquisição de bens, com 20,2% de inadimplência. Em seguida ficaram as operações de crédito pessoal, com 14%; o cheque especial, com 10,4%; e finalmente o financiamento de automóveis, com 10,2%.
Continua depois da publicidade
No caso dos financiamentos de compras de bens, que incluem basicamente os CDCs (Crédito Direto ao Consumidor) para compra de eletrônicos e linha branca, 11,8% das operações estão com atraso de mais de 90 dias, enquanto 8,4% destas operações estão com atraso de 15 a 90 dias.
Em termos totais, cerca de 8% das operações de crédito para pessoa física estão com atraso de mais de 90 dias, estável em relação a outubro. Por sua vez, as operações em atraso de 15 a 90 dias, respondem por 6,6% do total de empréstimos a pessoa física, queda de 0,20 ponto percentual em relação a outubro.
A queda da inadimplência entre pessoa física pode ser justificada pela adoção de políticas mais conservadoras na concessão de créditos por parte das instituições financeiras, assim como a maior cautela do consumidor, que, diante da incerteza no cenário econômico, evitou contrair novas dívidas. Outros fatores, porém, também contribuíram para a queda dos créditos em atraso, como a liberação de novos lotes de restituição do imposto de renda, assim como a liberação da primeira parcela do décimo terceiro salário.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro