Inadimplência sobe em outubro, aponta Serasa

Índice cresceu 5% no décimo mês do ano, após queda de 7% registrada em setembro. Fatores sazonais são apontados como motivo

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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência dos consumidores aumentou 5% em outubro, na comparação com setembro, quando o índice havia diminuído 7%. Os dados são do Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, divulgado nesta terça-feira (14).

Frente ao resultado do mesmo mês de 2005, houve alta de 6,2% na inadimplência das pessoas físicas. Já considerando os dados dos dez primeiros meses do ano, o crescimento foi de 12,3%, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Dívidas com cartões somaram 34,1%

As dívidas com cartões de crédito e financeiras marcaram a maior representatividade no indicador de inadimplência: em outubro, a participação desta categoria foi de 34,1% do total de vencimentos não pagos. Um ano antes, este percentual era de 32,2%.

As dívidas com bancos ultrapassaram os cheques e ficaram na segunda posição, com 33% do total, o que revela um aumento da modalidade na comparação com outubro do ano passado (31,3%). Os cheques sem fundos vieram na seqüência e ficaram com 30,1% do total, valor abaixo do verificado no décimo mês de 2005 (33,7%).

Com menor impacto no indicador aparecem os títulos protestados, cuja participação na inadimplência em outubro de 2006 foi de 2,8% – exatamente o mesmo porcentual de outubro do ano passado.

Valor das dívidas

As dívidas com o sistema financeiro foram as que apresentaram o maior valor médio nos dez primeiros meses do ano, de R$ 1.146,48. Na seqüência, aparecem os títulos protestados, com quantia média de R$ 787,97.

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Já o valor médio dos cheques sem fundos foi de R$ 578,39 e o registro médio nos outros segmentos, o que inclui as dívidas com cartões de crédito e financeiras, foi de R$ 335,42.

Segundo os técnicos da Serasa, o aumento da inadimplência no mês passado foi resultado de fatores sazonais, como a alta dos preços dos supermercados verificada em outubro, as despesas com rematrícula dos alunos da rede privada, além do comprometimento da renda da população com as dívidas contraídas no varejo, em bancos e financeiras.