Inadimplência permanece estável em 8,8% em junho, revela BC

Inadimplência atinge 15,5% nas operações com pessoas físicas; já entre empresas, ela é bem menor, atingindo apenas 4,7%

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SÃO PAULO – De acordo com o relatório mensal do Banco Central publicado nesta terça-feira, dia 29, a inadimplência na carteira de crédito com recursos livres, ou seja, aqueles concedidos com recursos das próprias instituições, e não com base nos recursos captados no mercado, como depósitos, ficou estável novamente em junho desse ano em 8,8% do total da carteira.

Nesse sentido, a inadimplência permanece no seu nível mais alto já registrado em 2003. Também não houve alteração em relação ao patamar registrado em junho do ano passado quando a inadimplência média também era de 8,8%.

Inadimplência entre pessoas físicas subiu

No segmento de pessoa física, o volume de operações em atraso registrou leve alta nesse mês de junho para 15,5% frente aos 15,4% apurados no mês anterior, mas ficou estável em relação ao nível registrado no mesmo período do ano passado.

Por sua vez, a inadimplência nas operações de crédito junto às empresas ficou estável no mês de junho em relação ao registrado em maio deste ano, ao alcançar 4,7% da carteira de crédito. Em relação a junho do ano passado houve um ligeiro recuo, já que na época a inadimplência era de 4,8% da carteira.

Apesar da estabilidade dos últimos meses, os números do BC revelaram uma deterioração nas carteiras de créditos com recursos livres desde o início do ano, tanto no segmento de pessoa física quanto no de empresas. Em janeiro desse ano, a inadimplência entre pessoa física estava em 14,7%, enquanto o volume de operações em atrasos entre empresas estava em torno de 4,0%. Assim sendo, em termos gerais a inadimplência registrou elevação de 0,9 ponto percentual desde janeiro desse ano, quando estava em 7,9%.

Atrasos nos pagamentos concentram-se nos CDCs

Dentre as várias modalidades de empréstimos à pessoa física, a maior inadimplência ficou com as operações de aquisição de bens, com 22,6% de inadimplência. Enquanto isso, a inadimplência entre as operações de crédito pessoal ficou em 14,7%, a de financiamento de automóveis ficou em 12,2% e finalmente, a de cheque especial em 10,3%.

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Sendo assim, a inadimplência nos financiamentos de compras de bens, que incluem basicamente os CDCs (Crédito Direto ao Consumidor) para compra de eletrônicos e linha branca, atingiu 13,1% com atraso superior a 90 dias, e 9,5% no caso das operações com atraso entre 15 a 90 dias.

Em termos totais, cerca de 7,8% das operações de crédito para pessoa física estão com atraso superior a 90 dias frente a 7,9% em maio desse ano. Por outro lado, as operações em atraso de 15 a 90 dias, representam cerca de 7,7% do total de empréstimos a pessoa física, acima dos 7,5% apurados em maio.