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SÃO PAULO – De acordo com estudo divulgado pela Serasa, a inadimplência no mês de julho caiu nas regiões Sudeste e Sul, mas cresceu nas demais regiões. A queda da inadimplência se deve à menor dependência de empréstimos e à adoção de critérios mais rigorosos por parte das empresas. Já no critério de pessoas físicas, o pagamento dos expurgos do FGTS acabou contribuindo com a redução no volume de protestos.
Nordeste lidera inadimplência em julho
Na contabilização por dias úteis, o Sul apresentou o maior recuou percentual no volume de títulos protestados, 12,6%, o que corresponde a 119,2 mil títulos no mês de julho. Logo em seguida está a região Sudeste, que registrou recuo de 2,4%, totalizando 485,3 mil títulos protestados durante o mês de julho em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Já a região Nordeste apresentou a maior taxa de inadimplência no período, cerca de 13,7%, o que corresponde a 81,9 mil títulos protestados. Desse volume, 43,1% pertenciam a protestos de pessoas físicas, enquanto 4,8% eram protestos referentes a pessoas jurídicas.
A região Centro-Oeste também apresentou crescimento na inadimplência, porém menos acentuada em relação ao registrado no Nordeste. Em julho, houve um aumento de 3% no volume de protestos, somando 47,1 mil títulos. Os protestos contra pessoas físicas aumentaram cerca de 11,9%, o que corresponde 18,2 mil títulos, enquanto os protestos a pessoas jurídicas recuaram 1,9%, totalizando 28,9 mil títulos.
Por último, estava a região Norte, que apresentou aumento de 2,2% no volume de protestos, atingindo 26,2 mil títulos. Esse aumento se deve ao crescimento no volume de títulos protestados de pessoas jurídicas, cerca de 2,4%, o que corresponde a 20,2 mil títulos protestados. Em contrapartida, os protestos a pessoas físicas caíram 1,5% no mês de julho, totalizando 6 mil títulos.