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SÃO PAULO – Um estudo mostrou que mais brasileiros quitaram suas dívidas no comércio em novembro. Na comparação com o mesmo mês de 2012, o volume de inadimplentes no Brasil caiu 3,22%, informou o indicador mensal calculado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e divulgado nesta quarta-feira (11) pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).
A retração é a maior já registrada na série histórica do SPC, que contabiliza desde janeiro de 2012 inclusões de CPFs de 150 milhões de consumidores cadastrados em 1,2 milhão de pontos de vendas. Para economistas do SPC, a inadimplência em 2013 estava em ascensão até março deste ano, mas a tendência se inverteu a partir de abril, quando o Banco Central passou a aumentar sucessivamente a Selic, taxa básica de juros, o que encareceu a tomada de crédito no País.
“Com os juros mais altos, os bancos se tornaram mais criteriosos para conceder empréstimos. Este cenário resultou na desaceleração acentuada da inadimplência no segundo semestre do ano, chegando a este vale de -3,22% em novembro”, acrescentou o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior.
Além disso, para o SPC Brasil, a queda expressiva da inadimplência em novembro pode ser explicada pela base de comparação elevada em novembro do ano passado, quando o volume de consumidores inadimplentes crescia à taxa de 12,81% em relação a 2011.
Já na comparação com outubro deste ano, o número de registros de inadimplentes aumentou 0,75%. A alta em relação a outubro foi inesperada, afirmaram os economistas, sobretudo porque novembro é historicamente um mês em que os consumidores assalariados aproveitam o recebimento da primeira parcela do 13º salário para quitar dívidas em atraso. Na avaliação da economista do SPC Brasil, Luiza Rodrigues, o aumento aponta que alguns consumidores estão demonstrando dificuldades para quitar as próprias dívidas. “Ainda classificamos este fato como pontual. É necessário esperar mais alguns meses para verificar se esse evento se trata de uma tendência”, afirma.
Alta de 2,94% na inadimplência também foi verificada no acumulado do ano, de janeiro a novembro, frente o mesmo período de 2012.
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Vendas a prazo
Mesmo com o crédito mais caro, as compras parceladas apresentaram crescimento de 2,60%, em relação ao mesmo mês do ano passado.
Na avaliação do SPC Brasil, a alta é classificada como moderada, visto que em novembro de 2012, as vendas a prazo no banco de consultas do SPC cresciam à taxa de 8,26% em relação a 2011. “Este cenário de desaceleração das vendas a prazo em 2013 reflete principalmente os efeitos do encarecimento dos juros e os da inflação de alimentos”, concluiu o estudo.