Inadimplência mantém estabilidade na primeira quinzena de abril

Nas duas primeiras semanas de abril, inadimplência permanece estável em relação à março com crescimento de apenas 0,20%

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SÃO PAULO – Os cadastros de inadimplentes tiveram movimentação considerável na primeira quinzena de abril, contudo o balanço entre as consultas, cadastros e cancelamentos de registros juntos às Associações Comerciais fez com que a movimentação do mês permanecesse estável, pelo menos durante o período.

Estabilidade em abril

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou alta de 23,2% em relação aos números de registros cadastrados no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), na primeira quinzena de abril. A comparação foi feita com o mesmo período em 2001, contudo, em relação ao registrado em março deste ano houve uma certa estabilidade e o número de registros permaneceu estável, com queda de apenas 0,2%.

Por outro, no entanto, o número de cancelamento de registros subiu notavelmente (42,6%) em relação à primeira quinzena de abril em 2001. Cerca de 101,2 mil consumidores tiveram seus nomes retirados da lista de inadimplentes durante as duas primeiras semanas de abril. Já em relação a marco, houve queda de 4,6% no cancelamento de registros. No entanto, o presidente da ASCP, Alencar Burti, alerta que embora os resultados apurados tenham contribuído para a estabilidade no período, ainda não é possível ter certeza do fechamento do mês. Isto por que às vezes existe uma certa concentração dos registros em períodos específicos do mês.

Consultas ao UseCheque aumentaram em abril

As consultas ao UseCheque, serviço de consultas aos cheques ligados a base de dados da ACSP, em relação ao mesmo período no ano passado e em frente a março deste ano mantiveram alta de 23,7% e 5,2%, respectivamente. Contudo, o número de consultas ao SPC teve redução de 4,8% frente a abril de 2001, o que segundo Burti é absolutamente natural devido à sazonalidade do período.

O número de falências requeridas e decretadas também subiu consideravelmente nos primeiros quinze dias do mês em relação ao mesmo período do ano passado, marcando redução de 44% e 18,8%, respectivamente.