Inadimplência fica estável em 7,9% em outubro, diz BC

Inadimplência nos empréstimos para pessoa física é de 14,8%, enquanto entre empresas é de apenas 4,1%; inadimplência é maior nos CDCs

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SÃO PAULO – De acordo com o relatório do Banco Central, a inadimplência na carteira de crédito com recursos livres, isto é, concedidos com recursos das próprias instituições, e não com base nos recursos captados no mercado, como depósitos, ficou estável em outubro em 7,9% do total da carteira.

Com isto a inadimplência se manteve em seu nível mais baixo atingido desde novembro do ano passado, quando ficou em 7,8%. Em relação ao nível de inadimplência registrado em outubro do ano passado houve uma queda de 0,5 ponto percentual, visto que na época a inadimplência estava em 8,4%.

Inadimplência segue em queda

No segmento de pessoa física, o volume de operações em atraso caiu pelo quinto mês consecutivo em outubro, baixando de 15% em setembro para 14,8%. Além disto, esta é a primeira vez desde dezembro do ano passado que a inadimplência no segmento pessoa física caiu abaixo dos 15%, sendo que o nível mais alto foi atingido em maio quando atingiu 15,9%.

Já no que se refere às operações de crédito junto a empresas a inadimplência se manteve estável em 4,1%. Depois de cair consistentemente desde maio, quando estava em 5%, a inadimplência entre as empresas se manteve no seu nível mais baixo desde janeiro de 2001.

Ao contrário do que aconteceu com a inadimplência entre pessoa física, que registrou forte aumento desde janeiro de 2001, subindo de 11,5% para os atuais 14,8%, a inadimplência entre empresas caiu neste mesmo período, baixando de 6,8% em janeiro de 2001 para os atuais 4,1%. Em termos gerais a inadimplência registrou queda de 0,6 ponto percentual desde janeiro do ano passado, quando estava em 8,5%.

Inadimplência é maior nos CDCs

Dentre as várias modalidades de empréstimos à pessoa física a maior taxa de inadimplência ficou com as operações de aquisição de bens, com 21,4% de inadimplência. Em seguida ficaram as operações de crédito pessoal, com 14,5%; o cheque especial, com 10,3%; e finalmente o financiamento de automóveis, com 10,2%.

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No caso dos financiamentos de compras de bens, que incluem basicamente os CDCs (Crédito Direto ao Consumidor) para compra de eletrônicos e linha branca, 12,9% das operações estão com atraso de mais de 90 dias, enquanto 8,5% destas operações estão com atraso de 15 a 90 dias.

Em termos totais, cerca de 8,2% das operações de crédito para pessoa física estão com atraso de mais de 90 dias, frente a 8% em setembro. Por sua vez, as operações em atraso de 15 a 90 dias, respondem por 6,8% do total de empréstimos a pessoa física, estável em relação a setembro.

A queda da inadimplência entre pessoa física pode ser justificada pela adoção de políticas mais conservadoras na concessão de créditos por parte das instituições financeiras, assim como a maior cautela do consumidor, que, diante da incerteza no cenário econômico, evitou contrair novas dívidas. Outros fatores, porém, também contribuíram para a queda dos créditos em atraso, como a liberação de novos lotes de restituição do imposto de renda e a oferecimento de linhas de antecipação de décimo terceiro salário.