Inadimplência entre as classes média e alta cresce 63,96% em junho

Descontrole financeiro, que respondeu por 29,40% dos motivos informados, foi o principal causador da inadimplência

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SÃO PAULO – Os consumidores com rendimento superior a 4 salários mínimos responderam por 63,96% da inadimplência brasileira, entre os meses de maio e junho deste ano, enquanto as camadas inferiores a esse grupo representaram apenas 24,48%. 

No geral, as mulheres estão entre os consumidores mais inadimplentes, com 52,15% de participação. Já os homens, no período, responderam por 47,85% das dívidas. 

Detalhes
Confira abaixo a tabela de inadimplência por faixa de renda, conforme os dados da Telecheque divulgados nesta quinta-feira (15):

Inadimplência por faixa de rendimento 
Renda Inadimplência
Até R$ 510 nulo
De R$ 510 a R$ 1.020 0,25%
De R$ 1.021 a R$ 1.530 7,01%
De R$ 1.531 a R$ 2.040 17,22%
De R$ 2.041 a R$ 2.550 21,89%
De R$ 2.551 a R$ 3.060 23%
Acima de R$ 3.061 19,07%
Sem rendimento 3,08%
Não informou 8,49%

De 31 a 50 anos
A inadimplência dos consumidores entre 31 e 50 anos aumentou, segundo a pesquisa, 9,10% com relação ao mesmo período do ano passado.

“A maioria dos consumidores na faixa de 31 a 50 anos está inserida no mercado de trabalho e muitas vezes não espera que seja demitida, prejudicando o orçamento pessoal e acarretando, muitas vezes, no não pagamento de dívidas que foram adquiridas quando ainda estavam em atividade. Além disso, esse perfil de consumidor é o que mais possui pessoas com renda acima de quatro salários mínimos”, explica o vice-presidente da TeleCheque, José Antônio Praxedes Neto.

Entre os mais inadimplentes estão os casados (47,60%), com idade entre 31 e 50 anos (55,23%) e 2º grau completo (46,37%).

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Segundo o resultado, os itens mais comprados foram: Produtos de Magazines e Lojas de Departamentos (16,11%), Telefonia Celular e Acessórios (9,96%), Supermercados (8,73%), Vestuário (6,52%) e Calçados (6,03%).

Metodologia
A pesquisa foi realizada pela Telecheque com 813 pessoas inadimplentes usuárias do meio de pagamento cheque no Brasil, mas que não necessariamente são inadimplentes nessa forma de pagamento.