Inadimplência em julho caiu 2,2%, apontou pesquisa

Pesquisa da Serasa apontou o maior rigor na concessão de créditos e a utilização dos recursos do FGTS como razões pela queda da inadimplência

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SÃO PAULO – A Serasa divulgou um estudo que mostra a queda da inadimplência em 2,2% entre as pessoas físicas e jurídicas durante o mês de julho, na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com a pesquisa, dois fatores contribuíram para o recuo da inadimplência no período: a utilização dos créditos complementares do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para pagar as dívidas pendentes e os critérios mais rigorosos do mercado para a concessão de crédito.

FGTS é utilizado no pagamento de dívidas

O estudo revelou ainda a queda do número de protestos de pessoas jurídicas em 2,1% em julho, com 392 mil registros no período. Os protestos de pessoas físicas tiveram redução de 2,4%, o que representa 368 mil títulos liquidados.

No caso das pessoas jurídicas, a pesquisa atribui a redução da inadimplência à menor dependência de recursos de terceiros na estrutura de capital. Além disto, ainda há o fato de as empresas mais organizadas terem assumido critérios mais rigorosos na concessão de créditos.

Já as pessoas físicas têm realmente se mostrado mais cautelosas na hora de assumirem compromissos financeiros, o que contribuiu para que o índice de inadimplência fosse reduzido. O pagamento dos expurgos do FGTS devido às perdas obtidas nos planos Verão e Collor 1, que começaram a ser pagos no mês passado, tem sido de grande utilidade para os consumidores em inadimplência, que aproveitam o dinheiro extra para pagarem suas dívidas.

Acumulado do ano em alta de 8,7% em relação a 2001

No volume de títulos protestados entre janeiro e julho deste ano, houve alta de 8,7% na inadimplência comparado com mesmo período em 2001. Em números exatos, foram 2,7 milhões de títulos protestados desde o início do ano até o mês passado.

As empresas foram responsáveis pela alta de 6,9% dos protestos, o que representa dois milhões de registros. Os títulos de pessoas físicas tiveram alta de 13,6% frente ao registro no ano passado, chegando a 755 mil títulos protestados. Os dados medidos no período acumulado entre janeiro e julho de 2002 não incluem o Estado de São Paulo, uma vez que este possui uma legislação diferenciada de cobrança de custos cartoriais.