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SÃO PAULO – De acordo com o CEO (Chief Excutive Officer) da Ideal Invest, Oliver Mizne, a inadimplência do crédito educacional têm ficado abaixo da do mercado.
“Hoje, considerando o atraso até 90 dias, a gente compara com o crédito pessoal, que tem ficado entre 4% e 5%, e o universitário é abaixo disso”, afirmou, durante palestra no II Fórum Risco e Recompensa, promovido pela Witrisk.
Dados divulgados pelo Banco Central, na quarta-feira (27), mostraram que a inadimplência da pessoa física atingiu 8,2% das operações de crédito, enquanto, no caso do crédito pessoal, a taxa foi de 4,9%.
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Para concessão de crédito, as faculdades também são analisadas e, dentre os pontos levantados, está o hábito de pagamento dos estudantes em cada instituição. Com isso, é formulado um ranking.
Mizne afirmou que a maioria (dois terços) da inadimplência no segmento de crédito educacional ocorre devido a má aprovação do cliente, que aconteceu quando o setor começou a se estabelecer no Brasil, há oito anos.
Em relação ao tempo desse tipo de financiamento, ele afirmou que costuma durar o dobro do período da faculdade. Porém, Mizne disse que, no crédito educacional, sempre existe uma disposição ao pagamento, já que ele é usado para o aluno “subir na vida” e ele não quer fazer isso negativado, o que acontece em caso de não-pagamento.