Inadimplência é a grande vilã do setor supermercadista

Segundo levantamento realizado pela Abras, desde o final do ano passado a inadimplência nos supermercados cresceu nada menos do que 50%

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SÃO PAULO – O nível de inadimplência tem crescido em todo o país. Empresas como Serasa e CheckOk registraram no mês de maio um maior volume de cheques devolvidos por insuficiência de fundos, o que mostra que a perda do poder aquisitivo das famílias brasileias tem o levado os consumidores à priorizarem o pagamento de suas contas e, portanto, deixando algumas delas em aberto.

Calotes subiram 50%

Nesse sentido, não poderia ser diferente com os supermercados, que têm enfrentado um grande número de clientes devedores. De acordo com um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) desde o final do ano passado a inadimplência nos supermercados dobrou, ao passo que cresceu nada menos do que 50% no período.

Para chegar até estes números a Abras fez um levantamento junto a 50 empresas do setor que, juntas, representam 50% do movimento dos supermercados.

As dívidas enfrentadas pelo setor no que se refere aos cheques sem fundos correspondem a um prejuízo de 3,2% sobre o faturamento total auferido por esta modalidade de pagamento. A Abras informou que no ano passado este percentual era menor, de 2%. Com relação aos cheques à vista a inadimplência também existe, porém em uma menor proporção, sendo que a taxa passou de 1% para 1,4% desde o final de 2002.

Expansão dos meios eletrônicos de pagamentos

Para a Associação, se não fosse a expansão dos meios eletrônicos de pagamento, como cartão de crédito e débito, a inadimplência poderia ser ainda maior. Se em 1997 as compras efetuadas através dos cartões de crédito representavam 5% do faturamento do setor, hoje este percentual deu um salto para 29,6%.

Em primeiro lugar ainda está o dinheiro, que responde por 33,7% do faturamento, muito embora este percentual tenha sido reduzido, já que antes correspondia a 50%. Os cheques também tiveram sua participação no faturamento dos supermercados reduzida de 30% para 15,9%. Por fim, os cartões de débitos respondem por 9,5% do faturamento.