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SÃO PAULO – A Serasa divulgou, nesta quarta-feira, seu indicador de inadimplência, em que apontou queda no ritmo de crescimento da inadimplência entre as pessoas físicas e jurídicas no período acumulado de janeiro a agosto de 2003. O Indicador Serasa de Inadimplência revelou que a inadimplência de pessoa física subiu 5,9% nos oito primeiros meses do ano frente a igual período em 2002, que havia registrado crescimento na inadimplência de 30,1% ante 2001.
Pessoa física
Os cheques sem fundos apresentaram queda na representatividade da inadimplência de pessoa física. Enquanto em agosto de 2001 os cheques representavam 43% do total de indicador, em 2002 esta participação passou para 37% e em 2003, caiu para 36%. Em seguida, está o registro de inadimplência de cartões de crédito e financeiras, cuja participação em agosto ficou em 33% do indicador. Em agosto de 2002 e 2001, a participação era de 34% e 30%, respectivamente.
Os registros no sistema financeiro (bancos) representam a terceira maior participação no indicador, que aumentou nos últimos anos. Em agosto de 2001, a participação era de 24%, passando para 27% em 2002 e 29% em agosto deste ano. Por sua vez, os títulos protestados representaram 2% do indicador em 2003, a mesma variação apresentada em 2003, ante uma participação de 3% em 2001.
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O estudo indicou ainda os valores médios das anotações negativas em agosto referentes à inadimplência de pessoa física: cheques sem fundos, R$ 378; títulos protestados, R$ 555; registros no sistema financeiro, R$ 938; e registros de outros segmentos (cartões de crédito e financeiras), R$ 229.
Pessoa jurídica
No que se refere à inadimplência das empresas, o estudo constatou a queda no ritmo da inadimplência também entre as pessoas jurídicas. De janeiro a agosto, a inadimplência subiu 5,7% em relação ao mesmo período em 2002. Neste ano, na comparação com 2001, o crescimento da inadimplência foi de 10,1%.
Em termos de representatividade, os títulos protestados de pessoa jurídica aparecem em primeiro lugar, correspondendo a 48% do indicador em agosto de 2003, percentual idêntico ao de 2002, e levemente inferior ao de 2001, de 49%. Os cheques sem fundos estão em segundo lugar em termos de representatividade. No mês de agosto representaram 37% do total do indicador, mesmo percentual de 2002, frente à participação de 38% verificada em agosto de 2001.
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A terceira maior participação no indicador ficou com o sistema financeiro (bancos) em agosto. Neste ano, a participação foi igual a 15% do total do indicador, mesmo percentual verificado em agosto de 2002. Em 2001, a participação dos bancos no Indicador Serasa de Inadimplência foi de 13%.
Finalmente, no que se refere ao valor médio das anotações negativas em agosto, os valores foram de R$ 981 no caso dos cheques sem fundos, R$ 1.315 nos títulos protestados e R$ 3.038 nos registros do sistema financeiro.
Otimismo para 2004
De acordo com a Serasa, fatores conjunturais como queda da renda, juros elevados, desemprego e aumento das tarifas públicas levaram o consumidor a encontrar maiores dificuldades financeiras na hora de honrar com seus compromissos. Já as empresas foram prejudicadas pela baixa atividade econômica e juros reais elevados. As micros, pequenas e médias são as que mais sofrem com estes fatores.
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A expectativa é de que haja recuperação da atividade econômica no último trimestre do ano, reduzindo assim de forma mais acentuada a inadimplência em todas as modalidades (pessoa física e jurídica), e sinalizando melhores condições para a oferta e a demanda por crédito no início do ano que vem.