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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência dos consumidores voltou a registrar crescimento, atingindo 2,6% em novembro, na comparação com outubro. O aumento, no entanto, foi menor que o deste último mês, que registrou 5%. Os dados são do Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, divulgado nesta quarta-feira (13).
Frente ao resultado do mesmo mês de 2005, houve alta de 2,5% na inadimplência das pessoas físicas. Já considerando os dados dos 11 primeiros meses do ano, o acréscimo foi de 11,3%, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Dívidas com bancos somaram 34,6%
As dívidas com bancos assumiram o primeiro lugar no ranking de representatividade no indicador de inadimplência: no décimo primeiro mês do ano, a participação desta categoria foi de 34,6% do total de vencimentos não pagos. Um ano antes, este percentual era de 31%.
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Os débitos com cartões de crédito e financeiras – que um mês antes acumulavam a maior participação, com 34,1% – caíram para a segunda posição, com 32,7%, mesmo resultado de novembro do ano passado.
Os cheques sem fundos vieram na seqüência e ficaram com 30% do total, índice abaixo do verificado no décimo primeiro mês de 2005 (33,4%).
Com menor impacto no indicador aparecem os títulos protestados, cuja participação na inadimplência em novembro de 2006, de 2,8%, foi igual a do mês anterior e do mesmo período do ano passado.
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Valor das dívidas
As dívidas com o sistema financeiro foram as que apresentaram o maior valor médio entre janeiro e novembro de 2006, de R$ 1.158,91. Na seqüência, aparecem os títulos protestados, com quantia média de R$ 788,59.
Já o valor médio dos cheques sem fundos foi de R$ 580,11 e o registro médio das dívidas com cartões de crédito e financeiras foi de R$ 336,62.
Segundo os técnicos da Serasa, o aumento da inadimplência no mês passado foi resultado do maior comprometimento da renda dos consumidores com as dívidas contraídas no comércio, nos bancos e nas financeiras. Por outro lado, o aumento da renda do trabalhador, sustentado pelo reajuste do salário mínimo, da inflação baixa, da expansão do emprego e reajustes salariais com ganho real serviram para impedir um crescimento maior da inadimplência das pessoas físicas.
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Os especialistas apontam ainda que a prática do cadastro positivo deve ter influência favorável nas taxas de inadimplência.