Inadimplência dos cheques cai pelo quinto mês consecutivo em julho

Dos 174,4 milhões de cheques compensados no mês, 51 em cada mil não tinham fundo, contra 55 para cada lote em 2003

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SÃO PAULO – Em julho, pelo quinto mês consecutivo, a inadimplência no País caiu. Levantamento divulgado nesta quinta-feira (02) pela CheckOK (empresa de verificação eletrônica de crédito) indica que o volume de cheques devolvidos recuou 8,1% frente ao mesmo mês de 2003.

De um total de 174,4 milhões de cheques compensados no período, 51 em cada lote de mil não possuíam saldo suficiente. Em julho do ano passado essa média era de 55 cheques sem fundo para cada mil compensados.

De janeiro a julho deste ano, a quantidade de cheques devolvidos foi a menor em quatro anos para o intervalo. Enquanto em 2001, 70,6 milhões de documentos não tinham fundos; em 2002, 70 milhões foram devolvidos, em 2003, 71,4 milhões e em 2004, 65,1 milhões.

Estado de São Paulo também registra queda no ano

Segundo a CheckOK, no estado de São Paulo (onde é registrado o maior volume de cheques compensados do País, mais de 67 milhões de unidades) 46 cheques em cada mil pagos não tinham fundos, no sétimo mês deste ano.

Esse índice, em relação a julho de 2003, revelou queda de 11,4% na inadimplência, já que nessa data foram devolvidos 52 cheques em cada lote de mil compensados. Frente a junho deste ano – mês no qual 45 cheques em cada mil depositados estavam sem fundos -, no entanto, foi registrada leve alta de 0,8%.

Queda da inadimplência pode desacelerar

Para os próximos meses, as previsões do analista financeiro da ABM Consulting (empresa de consultoria associada à CheckOK desde março de 2003 para a análise dos levantamentos de inadimplências mensais), Gustavo Pedreira, são cautelosas.

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Pedreira acredita que o recente reaquecimento da economia (sinalizado por números como o do crescimento de 4,2% do PIB no semestre) vá gerar aumento de renda do trabalhador e também maior consumo e acerto de dívidas pendentes. Com receio de possíveis altas da inflação, porém, há a possibilidade de que os juros possam voltar a subir, o que acabaria retardando a redução da inadimplência.