Inadimplência dos brasileiros sobe 6,8% em maio, aponta Serasa

Por outro lado, na comparação com o quinto mês de 2006, houve um recuo no índice de pendências de 7,5%

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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência dos consumidores brasileiros aumentou 6,8% no quinto mês deste ano, na comparação com abril, segundo o “Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física” divulgado nesta quarta-feira (13).

Frente ao resultado de maio de 2006, no entanto, houve uma queda de 7,5% na inadimplência. Já no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a taxa apresentou uma redução de 1,4%, em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com os analistas da Serasa, a terceira queda consecutiva na comparação anual ocorreu por conta da elevação do nível de emprego, combinada com a recuperação dos salários reais. Mesmo assim, a inadimplência ainda se encontra em patamar elevado.

Tipo de dívida

Ainda de acordo com a entidade, as dívidas com os bancos permaneceram em primeiro lugar no ranking de representatividade: de janeiro a maio, a participação desta categoria foi de 37,5% do total de vencimentos não pagos. Em 2006, este percentual era de 31,8%.

Já os débitos com cartões de crédito e financeiras ficaram com a segunda posição e 31,2% de participação, pouco menos que os 32,2% dos cinco primeiros meses de 2006.

Os cheques sem fundos vieram na seqüência e ficaram com 28,6% do total. De janeiro a maio do ano passado, a representatividade deste tipo de dívida era de 33,1%.

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Por último e com menor impacto no indicador, aparecem os títulos protestados, cuja participação na inadimplência nos cinco primeiros meses do ano, de 2,7%, foi inferior à do mesmo período de 2006 (2,9%).

Valor médio

Considerando o acumulado deste ano, as dívidas com bancos tiveram valor médio de R$ 1.280,13, o que significa um aumento de 15,9% sobre os cinco primeiros meses de 2006. As pendências com cartões de crédito e financeiras, por sua vez, somaram valor médio de R$ 341,34 (+11,3%).

As anotações de cheques sem fundos de janeiro a maio de 2007 tiveram valor médio de R$ 605,85, alta de 6,4% em um ano. Já os registros de títulos protestados atingiram a média de R$ 830,19 (+7,6%).