Inadimplência dos brasileiros sobe 13,3% em março, aponta Serasa

Por outro lado, na comparação com o terceiro mês de 2006, houve uma queda de 8% no índice de inadimplência

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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência dos consumidores brasileiros subiu 13,3% no terceiro mês deste ano, na comparação com fevereiro, segundo o “Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física” divulgado nesta quarta-feira (11).

Frente ao resultado de março de 2006, entretanto, houve uma queda de 8% na inadimplência. No acumulado dos três primeiros meses do ano, a taxa apresentou uma alta de 1,2%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Consignados, financiamentos e gastos

De acordo com os analistas da Serasa, a alta da inadimplência na comparação entre fevereiro e março se deve ao maior comprometimento da renda da população com o crédito consignado, com financiamentos junto ao varejo, com baixas taxas de juros e maiores prazos, e com gastos característicos do período: compras parceladas, impostos e materiais e matrículas escolares.

Já a queda do índice em um ano decorre, sobretudo, da base de comparação ter tido um índice alto de inadimplência, já que em março de 2006 ela chegou a 22,7%.

Tipo de dívida

Ainda de acordo com a Serasa, as dívidas com bancos permaneceram em primeiro lugar no ranking de representatividade: em março, a participação desta categoria foi de 37,5% do total de vencimentos não pagos. Um ano antes, este percentual era de 32,1%.

Já os débitos com cartões de crédito e financeiras ficaram com a segunda posição e 31,2% de participação, pouco menos que os 31,8% de março de 2006.

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Os cheques sem fundos vieram na seqüência e ficaram com 28,7% do total. No terceiro mês do ano passado, a representatividade deste tipo de dívida era de 33,2%.

Por último e com menor impacto no indicador, aparecem os títulos protestados, cuja participação na inadimplência em março, de 2,7%, foi inferior à do mesmo mês de 2006 (3%).

Valor médio

Considerando o acumulado deste ano, as dívidas com bancos tiveram valor médio de R$ 1.271,61, o que significa um aumento de 15,3% sobre o primeiro trimestre de 2006. As pendências com cartões de crédito e financeiras, por sua vez, somaram valor médio de R$ 324,42 (+3,5%).

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As anotações de cheques sem fundos nos três primeiros meses de 2007 tiveram valor médio de R$ 592,81, alta de 7,7% em um ano. Já os registros de títulos protestados atingiram a média de R$ 802,79 (+5,2%).