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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência dos consumidores brasileiros caiu 2,7% no segundo mês deste ano, na comparação com janeiro, segundo o “Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física” divulgado nesta quarta-feira (14).
Entretanto, frente ao resultado de fevereiro de 2006, houve um aumento de 9,7% na inadimplência. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, a taxa apresentou uma alta de 7,3%, em relação ao mesmo período do ano passado.
Calendário e endividamento
De acordo com os analistas da Serasa, a queda da inadimplência na comparação entre janeiro e fevereiro se deve ao menor número de dias úteis do segundo mês do ano, agravado pelo feriado do Carnaval.
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Já o crescimento do índice em um ano decorre, sobretudo, do maior endividamento da população com o crédito consignado e outras modalidades de financiamento e
do crescimento do consumo.
Além disso, o parcelamento das compras de Natal e o pagamento das dívidas de início de ano (IPTU, IPVA, matrícula e material escolar) também pressionam significativamente o orçamento doméstico e refletem na inadimplência.
Tipo de dívida
Ainda de acordo com a Serasa, as dívidas com bancos permaneceram em primeiro lugar no ranking de representatividade: em fevereiro, a participação desta categoria foi de 36,8% do total de vencimentos não pagos. Um ano antes, este percentual era de 31,7%.
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Já os débitos com cartões de crédito e financeiras ficaram com a segunda posição e 31,2% de participação, pouco menos que os 32% de fevereiro de 2006.
Os cheques sem fundos vieram na seqüência e ficaram com 29,3% do total. No segundo mês do ano passado, a representatividade deste tipo de dívida era de 33,4%.
Por último e com menor impacto no indicador, aparecem os títulos protestados, cuja participação na inadimplência em fevereiro, de 2,7%, foi inferior à do mesmo mês de 2006 (2,9%).
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Valor médio
Considerando o acumulado deste ano, as dívidas com bancos tiveram valor médio de R$ 1.287,24, o que significa um aumento de 17,1% sobre o primeiro bimestre de 2006. As pendências com cartões de crédito e financeiras, por sua vez, somaram valor médio de R$ 330,53 (+7,8%).
As anotações de cheques sem fundos nos dois primeiros meses de 2007 tiveram valor médio de R$ 598,29, alta de 10% em um ano. Já os registros de títulos protestados atingiram a média de R$ 805,78 (+5,4%).