Publicidade
SÃO PAULO – A taxa de inadimplência dos consumidores brasileiros diminuiu 8,1% no sexto mês deste ano, na comparação com maio, segundo o “Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física” divulgado nesta quarta-feira (12).
Frente ao resultado de junho de 2006, a queda foi de 2,5% na inadimplência. Já no acumulado dos seis primeiros meses do ano, a taxa apresentou uma redução de 1,6%, em relação ao mesmo período do ano passado.
Tipo de dívida
Ainda de acordo com a entidade, as dívidas com os bancos permaneceram em primeiro lugar no ranking de representatividade: de janeiro a junho, a participação desta categoria foi de 37,9% do total de vencimentos não pagos. Em 2006, este percentual era de 31,8%.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Já os débitos com cartões de crédito e financeiras ficaram com a segunda posição e 31,1% de participação, pouco menos que os 32,3% dos seis primeiros meses de 2006.
Os cheques sem fundos vieram na seqüência e ficaram com 28,4% do total. De janeiro a junho do ano passado, a representatividade deste tipo de dívida era de 33%.
Por último e com menor impacto no indicador, aparecem os títulos protestados, cuja participação na inadimplência nos seis primeiros meses do ano, de 2,7%, foi inferior à do mesmo período de 2006 (2,9%).
Continua depois da publicidade
Valor médio
Considerando o acumulado deste ano, as dívidas com bancos tiveram valor médio de R$ 1.271,27, o que significa um aumento de 14,5% sobre os seis primeiros meses de 2006. As pendências com cartões de crédito e financeiras, por sua vez, somaram R$ 357,39 (+16,2%).
As anotações de cheques sem fundos de janeiro a junho de 2007 tiveram valor médio de R$ 607,35, alta de 5,7% em um ano. Já os registros de títulos protestados atingiram a média de R$ 841,22 (+7,9%).
Alta nos rendimentos
Para os assessores da Serasa, a queda da inadimplência das pessoas físicas, no primeiro semestre de 2007, é decorrente do aumento do nível de emprego, sobretudo o com carteira assinada, acompanhado dos reajustes salariais acima da inflação obtidos pela ampla maioria das categorias profissionais.
Continua depois da publicidade
Além disso, as taxas mais baratas e os prazos mais longos no crédito têm estimulado as pessoas a trocarem dívidas mais caras e mais curtas por comprometimentos de prazos mais longos e menos onerosos, contribuindo para um melhor equilíbrio das finanças pessoais e produzindo efeitos positivos sobre a redução da inadimplência.