Inadimplência dos brasileiros cai 5,6% em abril, aponta Serasa

Na comparação com o quarto mês de 2006, o recuo no índice de pendências foi um pouco menor, de 2,1%

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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência dos consumidores brasileiros diminuiu 5,6% no quarto mês deste ano, na comparação com março, segundo o “Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física” divulgado nesta quarta-feira (16).

Frente ao resultado de abril de 2006, houve uma queda de 2,1% na inadimplência. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a taxa apresentou uma pequena alta de 0,4%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Evolução do crédito

De acordo com os analistas da Serasa, a queda na comparação mensal ocorreu por conta de março ter sido inflado com os registros de inadimplência de fevereiro, devido ao Carnaval e ao menor número de dias úteis do mês, o que elevou em 13,3% a inadimplência do consumidor no período.

Já o pequeno recuo registrado na relação anual evidenciou que a consistente evolução do crédito neste início de ano é acompanhada por uma inadimplência alta, que mantém os níveis de 2006.

Tipo de dívida

Ainda de acordo com a Serasa, as dívidas com bancos permaneceram em primeiro lugar no ranking de representatividade: em abril, a participação desta categoria foi de 38% do total de vencimentos não pagos. Um ano antes, este percentual era de 31,9%.

Já os débitos com cartões de crédito e financeiras ficaram com a segunda posição e 31,3% de participação, pouco menos que os 32,2% de abril de 2006.

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Os cheques sem fundos vieram na seqüência e ficaram com 28,1% do total. No quarto mês do ano passado, a representatividade deste tipo de dívida era de 33%.

Por último e com menor impacto no indicador, aparecem os títulos protestados, cuja participação na inadimplência em abril, de 2,6%, foi inferior à do mesmo mês de 2006 (3%).

Valor médio

Considerando o acumulado deste ano, as dívidas com bancos tiveram valor médio de R$ 1.275,33, o que significa um aumento de 16,6% sobre o primeiro quadrimestre de 2006. As pendências com cartões de crédito e financeiras, por sua vez, somaram valor médio de R$ 345,92 (+14%).

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As anotações de cheques sem fundos nos quatro primeiros meses de 2007 tiveram valor médio de R$ 598,37, alta de 7% em um ano. Já os registros de títulos protestados atingiram a média de R$ 814,92 (+6,9%).