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SÃO PAULO – Após queda verificada em abril, o índice de inadimplência dos consumidores brasileiros subiu 3,1% em maio, na comparação com o mês anterior, de acordo com pesquisa divulgada pela Serasa.
Em relação ao mesmo período de 2004, a alta registrada pela sondagem atinge 14,0%, enquanto o resultado acumulado nos cinco primeiros meses do ano indica aumento de 13,6% da inadimplência, diante do índice do ano passado.
Segundo os técnicos da Serasa, a retomada do crescimento da inadimplência em maio reflete a atual conjuntura econômica do País, com taxa básica de juros elevada, em 19,75% ao ano, após nove aumentos consecutivos promovidos pelo Banco Central, e com renda da população em queda, o que reduz sobras para o pagamento de dívidas.
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Cheques sem fundos lideram inadimplência
Os cheques sem fundos continuaram com a maior representatividade no índice de inadimplência nacional. Em maio, a participação desta categoria foi de 35,2% do total de vencimentos não pagos, contra os 35,3% registrados no mesmo mês do ano passado.
Já as dívidas não quitadas com cartões de crédito e financeiras, que foram mais recorrentes que os cheques sem fundos no começo de ano, perderam peso na composição do índice e caíram para a segunda colocação, respondendo por 34,7% do indicador.
A terceira maior representatividade na inadimplência em maio coube às dívidas junto a bancos, que ficaram com 28,4% do total. Um ano antes, esta parcela era de 29,5%. Com menor impacto no indicador aparecem os títulos protestados, que mantêm uma participação de 2% há três anos.
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Dívidas com bancos são as mais altas
O estudo da Serasa mostra também que as dívidas com bancos apresentam os maiores valores médios entre as modalidades de inadimplência: R$ 1.035,34. Na seqüência aparecem os títulos protestados, com quantia média de R$ 718,98.
Em contrapartida, as formas mais freqüentes de inadimplência registram montantes menores de dívidas, com R$ 522,24 para cheques sem fundos e R$ 254,76 para dívidas com financeiras e administradoras de cartões de crédito.