Inadimplência do consumidor se mantém em 6,8% em setembro

Segundo mostram os dados da Nota de Política Monetária do Banco Central, a taxa ficou estável na comparação com agosto. Houve alta na análise anual

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SÃO PAULO – A inadimplência dos consumidores ficou estável no mês de setembro, na comparação com agosto, ao registrar novamente 6,8% do total das operações. Assim, a taxa se mantém como a maior do ano e a mais alta desde março de 2010, quando estava em 7% (em abril e maio de 2010 a taxa também foi de 6,8%).

De acordo com os dados da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito, divulgada pelo Banco Central nesta quarta-feira (26), na comparação com setembro de 2010 houve alta de 0,8 ponto percentual, pois naquele mês a taxa estava em 6,0%.

Os dados do BC mostram que as dívidas vencidas de 15 a 90 dias representaram 6,4% das operações, índice que subiu 0,2 p.p em relação ao mês anterior e ficou 1,1 ponto percentual maior, na comparação com setembro do ano passado.

Modalidades
Dentre as modalidades analisadas pelo Banco Central, a inadimplência com cheque especial e a inadimplência com aquisição de bens (outros) registraram queda de 0,2 ponto percentual cada uma, ficando em 9,4% e 13,7%, nesta ordem.

Em setembro, a inadimplência com aquisição de veículos ficou em 4,4% – a menor dentre as modalidades analisadas e 0,2 ponto percentual maior que a registrada em agosto. Já a inadimplência da modalidade crédito pessoal encerrou o mês em 5,0%, mesmo patamar de agosto.

Na tabela abaixo, é possível avaliar as taxas de dívidas vencidas entre 15 e 90 dias e de inadimplência (considerada acima de 90 dias de atraso) das modalidades em setembro deste ano e o mesmo mês do ano anterior. Vale lembrar que os dados são preliminares:

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  Setembro de 2010 Setembro de 2011
Operação Até 90 dias Mais de 90 dias Total Até 90 dias Mais de 90 dias Total
Cheque especial 3,9% 9,3% 13,2% 4,4% 9,4% 13,8%
Crédito pessoal 3,7% 4,3% 8% 4,6% 5,0% 9,6%
Aquisição de Veículos 6,1% 3,1% 9,2% 7,9% 4,4% 12,3%
Aquisição de bens (outros) 6,8% 9,8% 16,6% 7,7% 13,7% 21,4%
Total 5,3% 6,0% 11,3% 6,4% 6,8% 13,2%
Fonte: Banco Central