Inadimplência do consumidor registra queda recorde em janeiro

No primeiro mês do ano, taxa recua 6,3% - a maior queda para um mês de janeiro de toda série histórica, iniciada em 1999

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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência dos brasileiros registrou queda recorde no primeiro mês do ano. Em janeiro, a taxa caiu 6,3% frente a dezembro – a maior queda para um mês de janeiro da série histórica, iniciada em 1999. Frente a janeiro de 2009, a queda foi ainda maior, de 8,1% – também a maior queda para o mês em toda a série.

De acordo com os técnicos da Serasa, a utilização do décimo terceiro salário para o pagamento de dívidas e as melhores condições de crédito verificadas no País foram os principais fatores que influenciaram o resultado.

Os dados fazem parte do Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor, divulgado neste terça-feira (9).

Confiança
Com relação ao resultado anual, os analistas afirmam que o primeiro mês do ano passado foi o período mais crítico da crise financeira internacional, o que fez com que a inadimplência fosse alta. Já em janeiro último, o cenário é bem diferente, com crescimento, geração de empregos e evolução da renda.

Já com relação ao resultado mensal, os analistas acreditam que a maior confiança dos agentes econômicos ajudou na hora de o consumidor renegociar os débitos. Eles ressaltam, porém, que no resultado de janeiro ainda não consta o resultado da inadimplência de quem fez as compras de Natal.

Apesar disso, os técnicos se mostram confiantes e avaliam que nos próximos meses a inadimplência do consumidor seguirá uma tendência de queda, seguindo o ritmo crescente da economia.

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Tipos de dívidas
Analisando janeiro, as dívidas com os bancos permaneceram em primeiro lugar no ranking de representatividade: a participação desta categoria foi de 47,7% do total de vencimentos não pagos. No mesmo período de 2009, este percentual era de 43,6%.

Já os débitos com cartões de crédito e financeiras ficaram com a segunda posição e 33,2% de participação – menor do que os 36,8% registrados no ano de 2009.

Cheques sem fundos e protestos
Os cheques sem fundos, por sua vez, ficaram em terceiro lugar na representatividade das dívidas, com 17% do total, índice menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior (+17,7%).

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Por último, e com menor impacto no indicador no período analisado, aparecem os títulos protestados, cuja proporção foi de 2,1%, maior frente ao mesmo período de 2009, quando o percentual registrado foi de 1,9%.