Inadimplência do consumidor cresceu 18,2% no último ano, segundo Serasa

Retração salarial, desemprego elevado e inflação foram os fatores que mais pesaram na expressiva alta do indicador

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SÃO PAULO – O consumidor brasileiro esteve menos “atolado” em dívidas no mês de abril em relação a março, conforme revelou o Indicador Serasa de Inadimplência, divulgado nesta quarta-feira (01) pela Serasa. Porém, no último ano, viu a situação piorar.

De acordo com o estudo, os registros de cheques devolvidos, títulos protestados, dívidas vencidas com bancos, varejo e cartões de crédito e financeiras, recuaram 2,9% de março para abril.

Na comparação com 2004, no entanto, o nível de inadimplência cresceu expressivos 18,2%, resultado da retração dos salários no último ano, alto nível de desemprego e aumento dos preços de alimentos, transporte e medicamentos, por exemplo.

Cartão de crédito lidera inadimplência

A inadimplência está concentrada, principalmente, nas dívidas no cartão de crédito, com representatividade de 35,2% do total do indicador pessoa física, percentual que estava em 33,3% em abril de 2004.

Os cheques sem fundos, que até pouco tempo lideravam em termos de representatividade, agora ficam com o segundo lugar, ao responderem por 34,6% do indicador de abril ante os 35,4% verificados um ano antes.

Por sua vez, as dívidas com bancos tiveram peso de 28,6% em abril, abaixo do número registrado em igual período em 2004, de 29,5%. Finalmente, os títulos protestados responderam pela minoria das dívidas dos consumidores: a representatividade em abril ficou em 2%, mesmo patamar mantido há cerca de três anos, segundo a Serasa.

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Dívidas em números

Embora as dívidas no cartão de crédito sejam as mais recorrentes, seus valores não acompanham esta tendência, uma vez que a anotação negativa média em abril ficou em R$ 250, um aumento de 9,2% em 12 meses.

O valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos ficou em R$ 512,20 no quarto mês do ano, ao crescer 21,5% em relação a abril de 2004. Já os títulos protestados, R$ 685,45, tiveram aumento de 14,7%. Por último, as anotações em bancos foram as mais caras: R$ 1.045,53 (+15,8%).