Inadimplência do consumidor cresce 5,6% no semestre

Segundo o estudo, trata-se da menor variação para os seis primeiros meses do ano desde 2011

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SÃO PAULO – A inadimplência dos consumidores terminou o semestre com crescimento de 5,6%, na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com o Indicador Serasa Experian da Inadimplência do Consumidor, divulgado nesta quarta-feira (17), trata-se da menor variação para os seis primeiros meses do ano desde 2011.

Já na análise mensal, o indicador de inadimplência registrou queda de 4%, no confronto entre junho e maio. Frente a junho do ano passado, houve queda de 3%.

Segundo os economistas da Serasa Experian, o consumidor está mais cauteloso em relação à sua situação financeira no primeiro semestre do ano. A inflação reduziu o poder aquisitivo e o ciclo de elevação dos juros tem penalizado aqueles que utilizam intensamente o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito.

“Diante deste cenário, o consumidor evita novas compras a prazo e prioriza o pagamento e a renegociação das dívidas. Ainda de acordo com os economistas, a inadimplência como um todo está perdendo fôlego em decorrência de um conjunto de fatores desfavoráveis ao consumidor, com menos renda e mais juros.”

Decomposição
O estudo indicou ainda que as dívidas não bancárias (junto aos cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) foram as principais responsáveis pelo crescimento do indicador no primeiro semestre do ano, com variação positiva de 12,6% e contribuição de 5,8 p.p.

A inadimplência com bancos também cresceu 1,3% e contribuiu com 0,6 p.p. Já os cheques sem fundos apresentaram queda de 9,4% e contribuição negativa de 0,7 p.p. Os títulos protestados também caíram 1,4%, mas apresentaram contribuição nula no indicador semestral.

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No que diz respeito ao valor médio das dívidas, na comparação entre o primeiro semestre deste ano e igual período de 2012, este demonstrou recuo somente nas dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral, prestadores de serviços como telefonia, energia elétrica, água, entre outros), que diminuiu 10,9% em um ano, passando de R$ 357,68 para R$ 318,69.