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SÃO PAULO – O índice de inadimplência dos consumidores brasileiros caiu pela segunda vez consecutiva em julho, recuando 3,7% na comparação com o mês anterior, conforme revela pesquisa divulgada nesta quinta-feira (25) pela Serasa. Em junho a retração havia ficado em 3,0%.
De acordo com os organizadores da sondagem, a menor recorrência de dívidas em atraso no sétimo mês do ano é conseqüência da redução nas taxas de desemprego verificada recentemente e o ligeiro aumento da renda real dos trabalhadores.
Inadimplência em alta sobre 2004
Já na comparação com o mesmo período de 2004, o quadro se reverte e a Serasa apura alta de 10,2% na inadimplência dos consumidores. Esta mesma tendência se repete quando considerado os sete meses iniciais de 2005 em conjunto, que acumulam índice 13,2% superior ao observado na mesma época do ano passado.
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Nestes dois casos, os técnicos da Serasa acreditam que o aumento da inadimplência decorra do elevado endividamento dos consumidores, provocado pela abundância de crédito no mercado financeiro e pelos parcelamentos oferecidos nas redes varejistas. Com este cenário mais favorável ao consumo, muitas pessoas acabam descontrolando seus orçamentos.
Cheques sem fundos lideram inadimplência
Os cheques sem fundos continuaram com a maior representatividade no índice de inadimplência nacional. Em julho, a participação desta categoria foi de 36,3% do total de vencimentos não pagos, contra os 34,9% registrados no mesmo mês do ano passado.
Já as dívidas não quitadas com cartões de crédito e financeiras, que foram mais recorrentes que os cheques sem fundos no começo de ano, perderam peso na composição do índice e caíram para a segunda colocação, respondendo por 33,9% do indicador.
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A terceira maior representatividade na inadimplência em julho coube às dívidas junto a bancos, que ficaram com 28,0% do total. Um ano antes, esta parcela era de 29,6%. Com menor impacto no indicador aparecem os títulos protestados, que mantêm uma participação de 2% há três anos.
Dívidas com bancos são as mais altas
O estudo da Serasa mostra também que as dívidas com bancos apresentam os maiores valores médios entre as modalidades de inadimplência: R$ 1.029,49. Na seqüência aparecem os títulos protestados, com quantia média de R$ 736,17.
Em contrapartida, as formas mais freqüentes de inadimplência registram montantes menores de dívidas, com R$ 528,66 para cheques sem fundos e R$ 254,59 para dívidas com financeiras e administradoras de cartões de crédito.