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SÃO PAULO – Depois da forte elevação registrada no mês de agosto, quando alcançou 12,90%, a taxa de inadimplência entre os consumidores brasileiros voltou a cair em setembro ficando em 12,70%. A queda é ainda mais acentuada na comparação anual, já que em setembro de 2004 a taxa estava em 13,40%.
Os dados constam no relatório de Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Banco Central.
Considerando o tempo de inadimplência, o estudo mostra ainda que 6,3% dos créditos não quitados possuíam atrasos entre 15 e 90 dias, enquanto as demais dívidas (6,4%) se referiam a prazos acima de 90 dias.
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A queda registrada no mês passado deveu-se a um recuo das dívidas com atraso entre 15 e 90 dias, enquanto os atrasos de mais de 90 dias aumentaram discretamente. Na comparação com setembro do ano passado, o recuo também pode ser atribuído à queda na parcela de dívidas com atraso entre 15 e 90 dias (que era de 7,1%).
Aquisição de bens: única queda significativa
Entre as várias modalidades de empréstimos aos consumidores analisadas pelo BC, é nas operações de aquisição de bens, sem considerar as compras de automóveis, que é constatada a maior taxa de inadimplência: 17,4%.
Apesar disso, a categoria registrou a maior queda da inadimplência tanto na comparação mensal quanto anual. Na comparação anual a queda foi mais acentuada, com recuo de 1 ponto percentual visto que em setembro do ano passado a inadimplência nessas linhas era de 18,4%.
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Na outra ponta, a menor taxa de inadimplência coube aos financiamentos de veículos, em 8,3% no nono mês do ano, queda frente a agosto (8,9%), e frente a setembro do ano passado (8,5%).
Ainda que na comparação com agosto não tenha ocorrido grande alteração nas demais modalidades de crédito, o mesmo não se pode dizer na comparação anual. Enquanto no cheque especial a inadimplência subiu de 7,2% para 8,6% entre setembro de 2004 e o mesmo mês em 2005, nas linhas de empréstimos pessoais houve queda de 3 pontos percentuais no período, com a inadimplência baixando de 13% para 10,3%.