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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência entre os consumidores brasileiros recuou para 12% no mês de julho atingindo seu menor valor no ano e voltando ao patamar de dezembro passado. Esta foi a segunda queda consecutiva do indicador após elevação por seis meses seguidos. O resultado representa queda de 0,4 ponto percentual sobre junho e 0,9 ponto na comparação a igual mês em 2004.
Os dados constam no relatório de Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro divulgado nesta terça-feira (23) pelo Banco Central.
Considerando o tempo de inadimplência, o estudo mostra ainda que 6,2% dos créditos não quitados possuíam atrasos entre 15 e 90 dias, enquanto os demais 5,8% das dívidas pendentes se referiam a prazos acima de 90 dias. Este último puxou a queda do indicador em 12 meses, já que em julho do ano passado o percentual das dívidas maiores que 90 dias estava em 6,6%.
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Inadimplência nas aquisições de bens se destaca
Entre as várias modalidades de empréstimos aos consumidores analisadas pelo BC, é nas operações de aquisição de bens, sem considerar as compras de automóveis, que é constatada a maior taxa de inadimplência: 17,7%. Mesmo assim, a categoria recuou 0,3 ponto percentual tanto frente ao mês passado como em comparação a julho de 2004.
Na outra ponta, a menor taxa de inadimplência coube aos financiamentos de veículos, em 8,2% no sétimo mês do ano. Ainda assim, este percentual é 1,1 ponto percentual menor em comparação a julho do ano passado e 0,1 ponto maior que junho.
No que se refere às demais modalidades de crédito, a taxa de inadimplência no cheque especial subiu de 7,8% no último ano para 8,5% em julho passado. Finalmente, nos empréstimos pessoais o nível de inadimplência ficou em 9,9% no sétimo mês de 2005, bem abaixo do resultado de julho de 2004 (11,7%), denotando o maior recuo da pesquisa.