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SÃO PAULO – O número de consumidores paulistas com dívidas em atraso caiu de 46% em agosto para 37% em setembro, o menor nível de inadimplência verificado desde o início do ano, já que em janeiro esta parcela chegou a 36%.
Os números, divulgados nesta segunda-feira (19) pela Fecomerci-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência (PEIC), realizada mensalmente pela entidade.
Maioria vai pagar dívida
Ainda sobre os consumidores que deixaram de pagar alguma conta, 77% declararam que pagarão total ou parcialmente suas dívidas. Em agosto, esta foi a solução apontada por 73% dos entrevistados.
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Na mesma direção, caiu o número de pessoas que disseram não ter condições de saldar suas dívidas: de 25% para 21%.
Endividamento estável, mas dívidas mais caras
Ao se considerar o universo de consumidores que assumiram algum compromisso financeiro, mas não necessariamente estão com suas contas em atraso, não houve grandes mudanças.
O indicador de endividamento manteve-se praticamente estável: caiu de 67% em agosto para 66% em setembro. Por sua vez, o indicador de comprometimento da renda subiu de 34% para 36% na passagem dos meses.
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Crédito consignado “alivia” endividados
Na avaliação da assessoria econômica da Fecomercio, a queda da inadimplência acompanha a expansão do crédito consignado em folha de pagamento, de 110% em 12 meses. Com taxas reduzidas quando comparadas às linhas tradicionais, o crédito tem sido muito utilizado para a quitação de dívidas.
Outra explicação é o leve aumento da renda do trabalhador e a relativa estabilidade no nível de emprego no País. Entretanto, se a elevação da renda não for consistente, a situação pode ser invertida e o comprometimento da renda levar o trabalhador a uma situação de descontrole financeiro.
Neste sentido, a entidade defende a criação de condições sustentáveis para melhorar emprego e renda, e evitar que a abundância de crédito incremente a inadimplência. E se isto ocorrer, a tendência é que os bancos tenham maior rigor na concessão do crédito, que conseqüentemente ficará mais caro ao consumidor.