Inadimplência do consumidor atinge 6,6% em julho, maior nível desde maio de 2010

Segundo mostram dados da Nota de Política Monetária do BC, a taxa é 0,2 ponto percentual maior que a verificado em junho

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SÃO PAULO – A inadimplência dos consumidores subiu 0,2 ponto percentual em julho, na comparação com junho, ao atingir 6,6% do total das operações. A taxa é a maior do ano e a mais alta desde maio de 2010.

De acordo com os dados da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito, divulgada pelo Banco Central nesta quarta-feira (24), na comparação com julho de 2010, houve alta de 0,3 ponto percentual, pois naquele mês a taxa estava em 6,3%.

Apesar de manter certa estabilidade, desde dezembro de 2010, a inadimplência vem subindo gradualmente, mês a mês, com altas que variam de 0,1 a 0,3 ponto percentual.

Os dados do BC mostram que as dívidas vencidas de 15 a 90 dias representaram 6,3% das operações, índice que não variou em relação ao mês anterior e ficou 0,8 ponto percentual maior, na comparação com julho do ano passado.

Modalidades
Dentre as modalidades analisadas pelo Banco Central, a inadimplência com cheque especial foi o destaque do mês, pois registrou aumento de 0,5 ponto percentual.

Em julho, a inadimplência com aquisição de veículos ficou em 4% – a menor dentre as modalidades analisadas e 0,2 ponto percentual maior que a registrada em junho. Já a inadimplência com aquisição de bens (outros) e da modalidade crédito pessoal encerrou o mês em 13,5% e 4,8%, respecticavamente.

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Na tabela abaixo, é possível avaliar as taxas de dívidas vencidas entre 15 e 90 dias e de inadimplência (considerada acima de 90 dias de atraso) das modalidades em julho deste ano e o mesmo mês do ano anterior. Vale lembrar que os dados são preliminares:

  Julho de 2010 Julho de 2011
Operação Até 90 dias Mais de 90 dias Total Até 90 dias Mais de 90 dias Total
Cheque especial 4,1% 9,8% 13,9% 4,9% 9% 13,9%
Crédito pessoal 3,8% 4,4% 8,2% 4,3% 4,8% 9,1%
Aquisição de Veículos 6,5% 3,4% 9,9% 8% 4% 12%
Aquisição de bens (outros) 7,5% 10,7% 18,2% 8% 13,5% 21,5%
Total 5,5% 6,3% 11,8% 6,3% 6,6% 12,9%

Fonte: Banco Central