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SÃO PAULO – Conforme constatou a Telecheque em pesquisa baseada na taxa de devolução de cheques levantada no terceiro trimestre do ano, a inadimplência nesta modalidade de pagamento recuou 8,2% no período, frente ao mesmo trimestre de 2003.
De julho a setembro deste ano, a taxa de devolução de cheques foi de 2,2%. No mesmo período, em 2003, a taxa era de 2,42%. Já na comparação com o segundo trimestre deste ano (2,33%), a queda da taxa de devolução foi menor, de 4,7%.
Para o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, a queda da inadimplência ocorreu, principalmente, em razão do aumento da oferta de trabalho, maior disposição do consumidor em honrar o pagamento de suas dívidas e elevação do seu poder aquisitivo no período.
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Inadimplência em SP responde pela segunda maior alta
No que se refere à inadimplência do cheque no Estado de São Paulo, a taxa verificada foi de 2,67%, superior 10,7% sobre aquela verificada no terceiro trimestre de 2003 (2,41%). Esta foi considerada a segunda maior alta da inadimplência no País, ficando atrás apenas do Ceará, onde, apesar de a taxa de devoluções ter ficado em 2,50% no terceiro trimestre, foi registrada expressiva alta de 19% sobre igual período em 2003 (2,13%).
Maiores e menores taxas
As menores taxas de inadimplência verificadas na pesquisa foram encontradas em Santa Catarina (1,43%), Paraná (1,50%) e Rio Grande do Sul (1,77%). Apesar de ter a segunda menor taxa, no Paraná foi verificada a maior queda da inadimplência entre os trimestres analisados: 34,7%, de 2003 para 2004.
De acordo com Praxedes, no Sul do País o consumidor tem um perfil mais conservador, de forma que não tem o costume de assumir o risco de endividamentos elevados.
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Já as taxas mais altas foram encontradas no Rio Grande do Norte (4,04%), Amazonas (3,18%) e Paraíba (3,03%). Mas foi no Ceará que se verificou a maior alta da inadimplência no comparativo com o terceiro trimestre de 2003, de 19%.
Alerta aos lojistas
Por último, Praxedes aconselha os lojistas a investirem na qualificação de sua equipe, treinando seus funcionários para o recebimento de cheques e a verificação de fraudes, como forma de reduzir os riscos de inadimplência. Ele destaca ainda que a proximidade do Natal acaba representando maiores riscos, em razão do aumento das vendas e, conseqüente, da elevação do recebimento de cheques como forma de pagamento.