Inadimplência do cheque ficou em 2,33% em maio, diz Telecheque

A empresa apurou que o índice de bons pagadores em maio ficou em 97%, ficando com a menor inadimplência do país

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SÃO PAULO – Os lojistas que adotam os cheques como meio de pagamento em seus estabelecimentos podem ficar tranqüilos no que se refere ao custo-benefício dessa modalidade. Pelo menos esta foi a constatação da Telecheque no que se refere aos dados apurados em maio de 2003.

Isto porque a empresa apurou que o índice de bons pagadores em maio ficou em 97%, ficando com a menor inadimplência do país, já que para a empresa há um número maior de devedores nos cartões de crédito e crediário.

Cheque ainda é mais seguro

Apesar de ter sido um pouco maior do que o mês de abril, a inadimplência em maio, que ficou em 2,33%, ainda assim foi o meio de pagamento com menor índice de inadimplência verificado no período. O aumento se deu por conta do alongamento dos prazos de financiamento adotado pelas lojas e dificuldades dos consumidores em honrar com os compromissos assumidos nos últimos meses.

A Telecheque esclarece que o cheque pode parecer o meio mais arriscado no que se refere à inadimplência pelo fato de que o mercado registra a inadimplência nos casos em que o cheque é devolvido por duas vezes num prazo de sete dias. Já nos outros meios de pagamento, como cartões e crediários, o prazo para se constatar a inadimplência pode chegar a 60 dias.

Dessa forma, na prática, o cheque é um meio de pagamento mais seguro em relação aos cartões de crédito e financiamento, visto aquele que recebe o cheque pode observar a inadimplência de forma mais rápida do que nos casos de pagamento em cartões ou financiamentos.

Nesse sentido, para o vice-presidente da Telecheque, Sérgio Zacchi, caso fosse adotado um prazo maior para o cheque, a exemplo do que ocorre com os cartões e crediários, então o índice de inadimplência em maio cairia de 2,33% para cerca de 1% ou 1,5%.