Inadimplência do cheque dispara no Brasil em um ano, segundo Telecheque

Taxa passou de 2,25% para 2,94% entre os meses de agosto de 2004 e 2005; sobre julho, alta foi de 0,25 ponto percentual

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SÃO PAULO – A inadimplência dos consumidores, medida pelas devoluções de cheques, apresentou alta de 0,25 ponto percentual no mês de agosto, ao registrar taxa de 2,94% contra os 2,69% apurados um mês antes. Na comparação com agosto do ano passado (2,25%), a elevação da taxa é ainda maior: 0,69 ponto percentual.

As informações são da Telecheque, que divulgou seus dados mensais nesta terça-feira (13). A inadimplência avaliada pela empresa considera ainda as folhas roubadas, que apresentaram taxa de 0,74% no mês passado. Em julho ela era de 0,69% e em agosto de 2004, de 0,61%.

De acordo com o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, os indicadores de inadimplência cresceram de forma intensiva no último ano devido à alta da taxa básica de juros e aumento da oferta de crédito, ambos fatores que contribuem para o aumento do endividamento dos consumidores.

Valor da dívida e transações à vista crescem

No que se refere ao valor dos cheques emitidos em agosto, este ficou na média de R$ 126,80, um aumento de 11,4% frente a agosto de 2004, e de 2,6% sobre julho.

As transações à vista passaram a representar 30,9% do total percentual maior que julho (30,5%), porém abaixo do patamar de agosto do ano passado (32,3%). Já as transações pré-datadas caíram 0,6% no mês e subiram 2% em um ano, chegando a 69,1% do total.

Piores desempenhos

As taxas mais elevadas de inadimplência foram encontradas em Pernambuco (4,59%), Rio Grande do Norte (4,36%) e Paraíba (3,7%). Vale ressaltar que no estado pernambucano a taxa era de 2,72% em agosto de 2004.

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No Sudeste o nível de inadimplência não fica atrás, com a liderança do Espírito Santo (3,24%), seguido de São Paulo (3,11%), Minas Gerais (2,87%) e Rio de Janeiro (2,8%). O estudo destaca que, no último ano, os maiores aumentos da taxa couberam ao Espírito Santo (55,7%) e Rio de Janeiro (43,5%). Em São Paulo e Minas Gerais os aumentos foram de 21,2% e 39,6%, respectivamente.

Compromissos em dia

Na outra ponta, Rio Grande do Sul detém a taxa de inadimplência mais baixa, de 2,11% e índice de cheques honrados de 97,3%.
Goiânia também figura entre as localidades com menor índice de devolução de cheques, 2,55%, embora a taxa tenha crescido de forma relativamente intensa tanto sobre julho (31,7%) como na comparação com agosto do ano passado (19,3%).