Inadimplência do cheque continua crescendo no País, segundo Telecheque

A taxa de devolução de cheques subiu para 3,13% em setembro último; em 2004, índice era de 2,29%

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SÃO PAULO – A inadimplência continua elevada no País. De acordo com o estudo divulgado pela Telecheque nesta terça-feira (11), a taxa de devolução de cheques subiu para 3,13% em setembro, patamar superior ao registrado em agosto (2,94%) e bem acima daquele observado em setembro de 2004 (2,29%).

Para se ter uma idéia do valor destas dívidas, basta saber que, em setembro, os cheques possuíam valor médio de R$ 131,30. Em igual mês no ano passado, este valor era de R$ 115,90.

O índice de cheques roubados também está mais elevado no País, ao subir de 0,74% para 0,79% de agosto para setembro. No nono mês de 2004 o indicador também era mais favorável, de 0,63%.

Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria das transações se refere a pagamentos parcelados (67,6% do total). Por sua vez, as transações à vista representam 32,4% do total.

Análise geográfica

Analisando o comportamento da inadimplência nas diversas regiões do País, a Telecheque aponta o Amazonas como o líder em transações devolvidas, detendo o índice de 4,99% (contra 3,64% em agosto e 3,91% em setembro de 2004). Rio Grande do Norte (4,59%) e Pará (4,44%) dividem as primeiras colocações com o Amazonas.

Entre os líderes em cheques honrados, Sergipe (97,53%) passou o Rio Grande do Sul (97,16%) no nono mês do ano. Em seguida surge Santa Catarina (96,88%).

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A inadimplência no estado sergipano foi de 2,12% em setembro, abaixo tanto do indicador de agosto (2,49%) como daquele de setembro do ano passado (2,93%). No Rio Grande do Sul as devoluções ficaram em 2,25% e em Santa Catarina, 2,57%. Ambas, apesar da posição favorável, tiveram seus índices ajustados frente aos do ano passado (2,66% e 1,43%, respectivamente).

No Sudeste o nível de inadimplência não fica atrás, com a liderança de São Paulo (3,43%), seguido do Rio de Janeiro (3,06%) e Minas Gerais (3,38%). O estudo destaca que, no último ano, o maior aumento da taxa coube ao Espírito Santo (11,9%). Em São Paulo e Minas Gerais os aumentos foram de 2,82% e 2,14%, respectivamente.