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SÃO PAULO – Divulgado na última sexta-feira, dia 23 de julho, o Indicador de Inadimplência da Serasa – maior empresa do Brasil em informações e análises econômico-financeiras para suporte de decisões de crédito e negócios – revela que os consumidores deveram menos no primeiro semestre de 2004 do que no mesmo período do ano passado.
Inadimplência apontou ligeira elevação de 1%
Apesar de entre janeiro a junho de deste ano, a inadimplência da pessoa física ter subido 1% em relação ao mesmo período de 2003, quando registrou aumento de 5,3% do número de devedores na comparação com 2002, o indicador apontou desaceleração da inadimplência de consumidores nos primeiros seis meses.
Já na comparação junho deste ano com o mês anterior (maio 2004), a pesquisa apontou uma queda da inadimplência de 4,5%.
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O principal motivo da queda apontado pela Serasa foi resultado da
reação da atividade econômica, verificada a partir de abril
deste ano, com a abertura de novas vagas de trabalho e
com a melhor negociação salarial obtida por trabalhadores de algumas
categorias por meio da reposição de perdas inflacionárias, e da opção do consumidor por regularizar suas pendências financeiras, em vez de assumir novas.
Os consumidores estariam, então, optando pelo empréstimo pessoal para pagar compromissos financeiros assumidos anteriormente. O destaque nesses empréstimos é para as operações consignadas em folha de pagamento, cujas taxas situam-se próximas de 2% ao mês.
Segundo a Serasa, os maiores desafios encontrados pelos consumidores no período foram a administração e o equilíbrio do orçamento doméstico
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Cheques sem fundo lideram ranking de representatividade
O indicador revelou ainda que os cheques sem fundo registraram a maior representatividade na inadimplência da pessoa física em maio deste ano. No primeiro semestre deste ano, os cheques devolvidos responderam por 36% do total do indicador relativo à inadimplência do consumidor.
Em segundo lugar, ficou o registro de inadimplência de cartões de crédito e financeiras, com participação de 33% no índice. Em junho de 2003, esse índice também foi o mesmo.
Valor médio dos cheques sem fundo se manteve
Já o valor médio das anotações negativas de cheques sem fundo da pessoa física ficou em R$ 432 em junho de 2004. O valor médio dos títulos protestados ficou em R$ 622, e dos registros no sistema financeiro foi de R$ 908. Por último, os registros de outros segmentos (cartões de crédito e financeiras), ficou em R$ 240.