Inadimplência continua elevada, apesar da queda em outubro, revela Telecheque

Taxa de devolução de cheques ficou em 2,87% frente aos 3,13% notados em setembro; sergipanos são os melhores pagadores

Publicidade

SÃO PAULO – A inadimplência continua elevada no País, mas recuou um pouco no mês passado. De acordo com o estudo divulgado pela Telecheque nesta quinta-feira (10), a taxa de devolução de cheques caiu para 2,87% em outubro, patamar inferior ao registrado em setembro (3,13%), mas 0,2 ponto porcentual acima do observado em outubro de 2004 (2,67%).

Para se ter uma idéia do valor destas dívidas, basta saber que, em outubro, os cheques possuíam valor médio de R$ 133,90. Em igual mês no ano passado, este valor era de R$ 117,20; alta de 14,3%.

Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria das transações se refere a pagamentos parcelados, 67,2% do total. Por sua vez, as transações à vista representam 32,8% do total.

Análise geográfica

Analisando o comportamento da inadimplência nas diversas regiões do País, a Telecheque aponta o Rio Grande do Norte como o líder em transações devolvidas, detendo o índice de 6,35% (contra 4,59% em setembro e 6,88% em outubro de 2004). Amazonas (4,90%) e Pará (4,41%) dividem as primeiras colocações com o Rio Grande do Norte.

Entre os líderes em cheques honrados, Sergipe (97,57%), pelo segundo mês consecutivo, segue na primeira colocação depois de ultrapassar o Rio Grande do Sul, que vem na seqüência junto com Goiás (97,50%). Em seguida surge Santa Catarina (97,20%).

A inadimplência no estado sergipano foi de 1,87% em outubro, abaixo do índice verificado em outubro do ano passado (3,31%) e 0,25 ponto percentual menor que o indicador de setembro deste ano. No Rio Grande do Sul, as devoluções ficaram em 1,99% e em Santa Catarina, 2,32%. Ambos, apesar da posição favorável, tiveram seus índices ajustados frente aos do ano passado (1,76% e 1,42%, respectivamente).

Continua depois da publicidade

No Sudeste, o nível de inadimplência não fica atrás, com a liderança de São Paulo (3,43%), seguido do Rio de Janeiro (2,82%) e Minas Gerais (2,68%). O estudo destaca que, no último ano, o maior aumento da taxa coube ao Espírito Santo (2,22%), onde a taxa subiu 1,14 ponto percentual. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais os aumentos foram de 0,59 pp, 0,33 pp e 0,47 pp, respectivamente.