Inadimplência com cheques no primeiro trimestre é a menor desde 2005

De janeiro a março de 2011, houve 1,89% de devoluções de cheques, abaixo do 1,92% registrado no ano passado

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SÃO PAULO – O volume de cheques devolvidos no País no primeiro trimestre deste ano foi menor para o período nos últimos seis anos, segundo dados do Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundo, divulgado nesta segunda-feira (18).

De janeiro a março de 2011, houve 1,89% de devoluções de cheques, abaixo do 1,92% registrado no ano passado. Em 2005, em igual período, este percentual havia sido de 1,74%.

Quanto ao mês, no caso março, os cheques sem fundos imprimiram a terceira alta consecutiva no ano. Em março, foram devolvidos 2,13% de cheques, enquanto nos meses anteriores esse percentual havia sido de 1,83% (fevereiro) e 1,70% (janeiro).

 Período  Percentual devolvidos   Total devolvidos  Total compensados
Mar/11 2,13% 1.878.710 88.251.582
Fev/11 1,83% 1.489.419 82.019.027
Jan – Mar/11 1,89% 4.823.414 255.190.729

Cenário
Segundo os economistas da Serasa Experian, a inadimplência com cheques cresceu em março em razão da sazonalidade e dos eventos econômicos. O terceiro mês do ano é caracterizado por fortes pressões sobre o orçamento familiar, provocadas por despesas como pagamento de parcelas do IPVA, do material escolar e os gastos com férias e carnaval.

Além disso, em 2011, estão pesando os fatores conjunturais, como o aumento da inflação, que reduz o poder aquisitivo do consumidor, e o aperto monetário, fundamentado nos juros altos para controle dos preços, o que também encarece o crédito.

Com as restrições ao crédito, dentro do composto das medidas macroprudenciais de combate à inflação, além da elevação dos juros também foi ampliada a alíquota do IOF. Com isso, alguns estabelecimentos do varejo voltaram a utilizar o cheque pré-datado para o financiamento ao consumidor.

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Nesse sentido, o cheque pré-datado é venda a prazo e deve ser recebido com todos os procedimentos recomendados a um financiamento. Recebê-lo como venda à vista é uma das razões para o crescimento da incidência de cheques sem fundos.