Inadimplência com cheques cresceu em julho

Entre os motivos da não quitação estão os cheques sem fundos e os sustados

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SÃO PAULO – O índice de inadimplência com cheques registrou crescimento de 0,41 ponto porcentual, passando de 2,56% em junho para 2,97% em julho, segundo revelou a Pesquisa Nacional sobre Liquidação de Cheques realizada pela Telecheque.

Entre os motivos da não quitação estão os cheques sem fundos, com 73,8% do total; os sustados, com 10,4%; roubados/furtados, com 4,7%; fraudados, com 1,3% e 9,8% restantes, por outros motivos.

O diretor de Crédito e Risco da TeleCheque, Walter Alfieri, afirma que a elevação da inadimplência é decorrente do alongamento dos prazos e aumento do valor médio das compras, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste. “A utilização do cheque é expressiva nos setores relacionados ao IDH, como transporte, construção e saúde”, ressalta o executivo.

Regiões
Entre as regiões brasileiras, o porcentual de inadimplência mais elevado foi o do Nordeste – assim como aconteceu no mês anterior –, com 4,11% dos valores dos cheques não liquidados, enquanto o Sul registrou o menor volume, 2,29% (ante 2,13% de junho).

O Norte aparece com o segundo maior índice de não quitações, com 3,42% (incremento de 12,50% na comparação com junho). O Centro-Oeste registrou 3,14%, e foi a única região a apresentar queda no indicador na comparação com o mês anterior (-0,32%). Já o Sudeste acumulou 2,74%, ante 2,35% do período anterior.

Valor médio
Por fim, o estudo indica que o valor médio dos cheques emitidos foi de R$ 754,08, alta de 19,31% em relação ao mesmo período de 2012. Se comparado ao resultado de junho deste ano, o aumento foi de 3,65%.

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Os estados do Norte do País emitiram os cheques com valor mais elevado em julho (R$ 1.915,05). O Sul teve o menor ticket médio: R$ 482,73.