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SÃO PAULO – De acordo com o levantamento da Serasa, o volume de protestos de pessoas físicas e jurídicas recuou 9,9% em novembro em relação ao mesmo período do ano passado, somando 692 mil títulos protestados no período.
Vale ressaltar que no estudo apenas são contabilizados os dias úteis e os dados sobre protestos referentes ao estado de São Paulo, em função das diferenças das normas jurídicas entre os estados.
Na comparação excluindo o estado de São Paulo, o volume total de títulos protestados apontou crescimento de 4,5% no período de janeiro a novembro de 2002 em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 4,2 milhões de protestos.
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Protestos de indivíduos caiu 6,4%
No mês de novembro, os protestos às pessoas físicas recuaram 6,4% frente a 2001, somando 339 títulos. Contudo, no acumulado do ano, esses protestos apresentam aumento de 10,7%, totalizando 1,2 milhão de títulos protestados.
A queda no nível de inadimplência de pessoas físicas em novembro foi decorrente da utilização dos recursos provenientes dos expurgos do FGTS na quitação das dívidas. O cenário econômico turbulento e a indefinição no campo político em novembro acabaram inibindo os consumidores a comprarem, o que também acabou influenciando na taxa de inadimplência do período.
Protestos de empresas também caiu
Já em relação ao volume de protestos contra pessoas jurídicas, houve queda de 13,1% em novembro em relação a novembro de 2001, totalizando 353 mil títulos. Em contrapartida, no acumulado do ano, o volume de protestos de pessoas jurídicas, excluindo o estado de São Paulo, apresentou crescimento de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, somando três milhões de títulos.
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Assim como no caso das pessoas físicas, o cenário econômico turbulento, a forte valorização do dólar e a elevação em 4 pontos percentuais da taxa de juros entre outubro e novembro acabaram inibindo as empresas na hora de pedirem empréstimos.
Além disso, a Serasa ressalta que também contribuiu para a redução da inadimplência no período, o próprio ritmo lento da atividade econômica no país aliado ao aumento do rigor nos critérios de concessão de empréstimo e gerenciamento de risco de crédito.