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SÃO PAULO – De acordo com o levantamento da Serasa, o volume de protestos de pessoas físicas e jurídicas recuou 7,5% em dezembro com relação ao mesmo período no ano passado, para um total de 678 mil títulos protestados.
Em relação ao volume de protestos no mês de novembro, a queda foi bem menos acentuada, de 2% já que o total de protestos naquele mês foi de 692 mil. Em novembro, a inadimplência havia registrado uma queda de 9,9% em relação ao mesmo período de 2001.
Vale ressaltar que no estudo apenas são contabilizados os dias úteis e os dados sobre protestos referentes ao estado de São Paulo, em função das diferenças das normas jurídicas entre os estados.
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Protestos de indivíduos caiu 5,9%
Da mesma forma que aconteceu com a inadimplência total, incluindo pessoas físicas e empresas, o volume de protestos em dezembro também caiu em relação ao mesmo período em 2001.
Entretanto, a queda de 5,9%, para um total de 325,5 mil títulos protestados, foi menos acentuada que aquela registrada em novembro, quando o volume de protestos caiu 6,4% em relação ao mesmo período em 2001. Em relação ao volume de protestos registrados em novembro, a queda foi bem menos acentuada de 3,8%, visto que naquele mês foram protestados cerca de 339 mil títulos.
No acumulado do ano, o volume de protestos de pessoas físicas alcançou a marca de 1,525 milhão de títulos, um aumento de cerca 6,65% em relação ao volume total de protestos no ano de 2001.
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A queda no nível de inadimplência de pessoas físicas em dezembro foi decorrente da utilização dos recursos provenientes do pagamento do décimo terceiro na quitação das dívidas. Também contribuiu a maior cautela dos consumidores, que optaram pela compra à vista diante do forte aumento dos juros.
Protestos de empresas também caiu
Já em relação ao volume de protestos contra pessoas jurídicas, houve queda de 8,9% em dezembro em relação a dezembro de 2001, para um total de 352,5 mil títulos protestados.
Assim como aconteceu nos protestos entre pessoa física a queda de dezembro foi bem menos acentuada que a de novembro, quando o volume de protestos caiu 13,1% em relação ao mesmo período em 2001. Já em relação a novembro deste ano, o volume de protestos ficou praticamente estável, caindo apenas 0,14%, uma vez que o total de protestos em novembro foi de 353 mil.
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Assim como no caso das pessoas físicas, o cenário econômico turbulento, a forte elevação da taxa de juros básica da economia, a Selic, que fechou 2002 em 25% ao ano, acabou inibindo as empresas na hora de pedirem empréstimos.
Além disso, a Serasa ressalta que também contribuiu para a redução da inadimplência no período, o próprio ritmo lento da atividade econômica no país aliado ao aumento do rigor nos critérios de concessão de empréstimo e gerenciamento de risco de crédito.