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SÃO PAULO – De acordo com levantamento realizado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a inadimplência líquida atingiu em 2002 o segundo menor nível desde 1995 na cidade de São Paulo. No ano passado, a taxa ficou em 6,3%, isto é, para cada 100 operações, 6,3 ficaram sem pagamento. Em 2001, a mesma taxa chegou a 7,7%.
Cautela permitiu redução da inadimplência
Na opinião da ACSP a cautela dos consumidores e dos lojistas pode ser apontada como principal razão para a queda da inadimplência em 2002. Diante do cenário econômico turbulento do período e das incertezas em torno do período eleitoral, muitos consumidores ficaram cautelosos na hora de fazerem as compras.
Além disso, o pagamento dos expurgos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) também contribuiu com a redução da taxa, visto que muitos consumidores utilizaram esse dinheiro para quitarem as suas dívidas.
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Índice mais baixo foi em 2000
Vale ressaltar que a taxa de inadimplência mais baixa dos últimos sete anos foi a de 2000, quando o índice ficou em 5,7%. Isso porque no ano em questão, a economia não estava passando por nenhuma turbulência externa como nos demais anos.
Em 1995, primeiro ano cheio do Plano Real, houve a crise do México, seguida pelas crises asiáticas, da Rússia e, em 1999, a crise no Brasil. Em 2001, houve a crise na Argentina e os ataques terroristas nos EUA enquanto, no Brasil, a população enfrentava o racionamento de energia.
A inadimplência em 1995 atingiu 12,5%, caiu em 1996 para 7,8% e voltou a subir nos anos seguintes. Em 1997, o índice ficou em 9,3% e em 1998 passou para 11,8%. Já no ano de 1999, a taxa caiu para 9,3%.
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A inadimplência em termos absolutos cresceu 5,2% em 2002, sinalizando o aumento no volume de registros de consumidores inadimplentes em relação ao número de registros cancelados. O crescimento nos registros cancelados em 20,1% frente a 2001 não foi suficiente para compensar a forte elevação da inadimplência.