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SÃO PAULO – Confirmando informação que já havia sido divulgada nesta quarta-feira (6/02) pela empresa de consultoria especializada SCI/Equifax, a pesquisa mensal da Serasa, indicou um aumento no volume de cheques sem fundo durante o mês de janeiro. Enquanto a SCI/Equifax analisou o aumento no volume de cheques emitidos, a Serasa analisou a evolução da inadimplência, isto é, a percentagem de cheques devolvidos sobre os emitidos.
Metodologias diferentes apontam para mesma tendência
Ao anunciar o resultado de sua pesquisa a SCI/Equifaz divulgou que foi registrado um aumento de 24% no número de cheques devolvidos. O número do Serasa apesar de confirmar esta tendência analisa o crescimento do percentual de cheques devolvidos em relação aos emitidos, e sugere uma situação ainda mais preocupante, pois acusa um aumento de 35,5% entre a taxa de janeiro do ano passado e a deste ano.
Índice é o maior desde 1991
O levantamento de janeiro apontou que de cada mil cheques emitidos, 14,5 foram devolvidos, o que representa um forte aumento frente ao índice registrado em janeiro do ano passado que ficou em 10,7 para cada mil cheques emitidos. Este foi o maior índice mensal registrado desde que a pesquisa da Serasa começou, em 1991, o recorde anterior havia sido alcançado em outubro de 2001 quando o índice ficou em 14,3.
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Apesar dos aspectos sazonais que contribuem para um aumento da inadimplência no mês de janeiro, como concentração de impostos, matrículas escolares, compras de material escolar e o acúmulo de dívidas decorrentes das compras de final de ano, o aumento da inadimplência acabou surpreendendo o mercado. Na visão do Serasa o aumento da inadimplência reflete a ampliação dos prazos concedidos para os cheques pré-datados assim como a alta dos juros e crescimento do desemprego.
Renegociando suas dívidas
Uma das maiores razões por trás do aumento da inadimplência está no forte apelo do consumo junto aos brasileiros. A origem de muitas dívidas está em consumismos exagerados, de pessoas que não têm controle sobre seus gastos e acabam postergando o pagamento de muitas compras. Sem dinheiro para pagar à vista, elas não resistem às vitrines das lojas, entram e pagam a conta em várias prestações.
Se mesmo cortando todos os gastos possíveis e re-alocando as economias para pagar as dívidas você não conseguir sair do endividamento, talvez valha a pena renegociar seus débitos com a financeira. As instituições financeiras chegam a oferecer descontos para os inadimplentes que queiram limpar o nome, tanto nos juros quanto no valor principal da dívida. O interesse dessas empresas é diminuir seu prejuízo, e também permitir a esse devedor um dia voltar a comprar a prazo.
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