Inadimplência aumentou 3% em junho, segundo Serasa

Maior aumento foi entre pessoas físicas onde número de protestos aumentou 7%, já entre as empresas foi registrada queda de 0,6% no volume de protestos

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SÃO PAULO – Ao que tudo indica a desaceleração da atividade econômica continua afetando o nível de inadimplência no país, que segue em alta com relação ao registrado no ano passado. De acordo com informações publicadas pela Serasa, nesta quarta-feira, a inadimplência registrou aumento de 3% no mês de junho em relação ao mesmo período em 2001. O índice engloba o volume de títulos protestados tanto de empresas quanto de pessoas físicas.

Inadimplência aumentou 5,2% no semestre

Se considerarmos os dados acumulados nos primeiros seis meses do ano, o aumento da inadimplência é ainda mais significativo, pois aponta para um crescimento de 5,2% em relação ao registrado no mesmo período em 2001. No total o volume de títulos protestados foi de 2,2 milhões frente a 2,09 milhões no primeiro semestre de 2001.

Vale ressaltar que no início de 2001 os juros estavam bem mais baixos, em cerca de 15,25% ao ano, ao invés dos atuais 18,5% ao ano, o que contribuía não só para um maior crescimento da economia, como também para um menor índice de inadimplência.

Protestos de empresas caíram em junho

O levantamento da Serasa aponta que em junho houve uma retração de 0,6% no volume de títulos protestados de empresas, para um total de 340 mil protestos em todo o país. Na comparação de junho estão incluídos os protestos referentes ao Estado de São Paulo. Isto porque a legislação que diferenciou a forma com que são cobrados os custos de protesto de São Paulo e do resto do país entrou em vigor em maio, de forma que a inclusão dos dados do Estado não distorce a comparação.

Já no acumulado dos seis primeiros meses de 2002 foi registrado um total de 1,6 milhão de protestos, o que implica em um crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período de 2001. Estes números, contudo, não incluem os dados de São Paulo, pois até maio o Estado adotava uma política distinta na cobrança dos custos de protestos, o que distorce a comparação.

Até maio de 2001, o custo do protesto ficava com quem entrava com o processo o que levava alguns comerciantes a pensar duas vezes antes de protestar um título. Desde então, como os custos foram transferidos para o inadimplente, houve um aumento no número de protestos, portanto a comparação com 2001 incluindo São Paulo só pode ser feita a partir de junho de 2001.

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Inadimplência entre indivíduos aumentou 7% em junho

Se a inadimplência entre empresas caiu em junho, junto a pessoas físicas houve um aumento significativo no número de protestos, que cresceu 7% em junho, para um total de 336 mil títulos protestados. O aumento é ligeiramente maior quando se compara o volume de protestos acumulados no primeiro semestre de 2002 com relação ao mesmo período de 2001, pois foi registrado um crescimento de 7,8% para um total de 606 mil títulos.

Apesar disto, o nível de inadimplência entre pessoas físicas ainda está distante do seu recorde histórico, que foi atingido em 1995 e 1996, mas ainda necessita um monitoramento constante. Na visão da Serasa o crescimento da inadimplência torna cada vez mais necessário o uso de metodologia adequada na concessão de crédito.