Inadimplência aumenta 3,5% no primeiro semestre do ano, revela Serasa

Apesar da alta frente a 2002, a inadimplência total cresce menos do que em períodos anteriores, segundo estudo da Serasa

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SÃO PAULO – A Serasa divulgou nesta quinta-feira seu estudo semestral em que levanta a inadimplência total no país, considerando as modalidades de inadimplência da economia brasileira, como registros de cheques devolvidos, títulos protestados, dívidas do sistema financeiro, cartões de crédito e financeiras.

Considerando os dados relativos à inadimplência total das pessoas físicas e jurídicas, houve um aumento de 3,5% da inadimplência no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período em 2002. Naquela época, a inadimplência total havia registrado um crescimento de 26,6% em relação ao primeiro semestre de 2001, o que sugere, portanto, um ritmo de queda da inadimplência.

Cheques sem fundos pesam mais no indicador

Analisando as modalidades de inadimplência que compõem o Indicador Serasa de Inadimplência, os cheques sem fundos apresentaram queda na representatividade na inadimplência total no mês de junho. Sua participação no mês passado foi de 36%, frente a 38% em igual período em 2002 e 44% em 2001.

Já em relação aos cartões de crédito e financeiras a representatividade no indicador caiu para 31% em junho contra 31% em 2002 e 25% em 2001. As dívidas com os bancos figuram na terceira posição em representatividade no indicador de inadimplência da Serasa, sendo em junho de 2003 eram de 37%; em 2002, 24%; e, em 2001, 22%.

Finalmente, os títulos protestados de consumidores e empresas apresentaram a menor representatividade com 7% no último mês, sendo a mesma variação apurada em igual período em 2002 e 9% em 2001.

O estudo da Serasa revelou ainda que o valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos foi de R$ 673 em junho de 2003. Os títulos protestados (R$ 930), registros no sistema financeiro (R$ 1.934) e registros de outros segmentos como cartões de crédito e financeiras (R$ 323) também tiveram suas anotações médias divulgadas.

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Linhas de financiamento cresceram 74,4%

No que se refere ao volume de crédito das pessoas físicas e jurídicas o ritmo de crescimento foi maior do que o da inadimplência total. De janeiro de 1999 a maio de 2003 as linhas de financiamentos cresceram 74,4%. No período avaliado de janeiro de 1999 a junho de 2003 a inadimplência subiu 69,8%.

Nota-se no estudo que ao considerar apenas os dados dos consumidores as diferenças são mais expressivas. Os empréstimos cresceram 151,3% e a inadimplência 87,3%. Nas empresas, o crédito evoluiu 55,5% e a inadimplência 34,9%, considerando os respectivos períodos analisados.

Os dados são os últimos disponibilizados pela Banco Central, mas não incluem o crédito mercantil e os concedidos via cheque pré-datado. De acordo com a Serasa, este montante é superior ao crédito concedido por todo o sistema financeiro.