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SÃO PAULO – Assim como os juros médios cobrados nas operações de crédito para pessoas físicas, que subiram de 4,50% ao mês em abril para 4,52% em maio, a inadimplência também parece ter registrado um ligeiro aumento neste período.
Recorde desde junho de 2000
De acordo com o índice calculado pela Banco central, o nível de inadimplência das operações de crédito para pessoa física atingiu 15,2% em maio, frente aos 15,1% de abril. Apesar do aumento apenas modesto, este é o nível mais alto de inadimplência registrado pelo Banco central desde que começou a fazer este tipo de levantamento em junho de 2000.
Por sua vez, a inadimplência entre empresas ficou praticamente estável, alcançando um índice de 4,9% do total de empréstimos concedidos em maio. Para o Banco Central, um empréstimo é considerado em atraso, ou inadimplente, a partir do 15º dia, o que para alguns é visto como uma metodologia conservadora.
Inadimplência é maior no crédito pessoal
Com base nas informações do relatório do próprio Banco Central, o maior índice de inadimplência foi registrado entre as operações de crédito ao consumidor, cuja inadimplência alcançou 15,88% do total de empréstimos concedidos.
Do total de créditos em atraso, cerca de 58% são créditos com atraso de mais de 90 dias, seguido dos créditos com atraso entre 31 e 90 dias, que responderam por 23% do total, enquanto 19% estavam com atraso de menos de um mês.
Por sua vez, o menor índice de inadimplência foi registrado nas operações de financiamento de automóveis, cujos créditos com atraso de mais de 15 dias responderam por 10,78% do total da carteira de créditos concedidos. Contudo, ao contrário do que se verificou nos empréstimos pessoais, a maior parte dos inadimplentes estão com atraso de até um mês (37%), seguidos dos créditos com atraso entre 31 e 90 dias (35%) e por último os que estão atrasados por mais de 90 dias (28%).
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Já a inadimplência no cheque especial é de pouco menos de 12%, sendo que cerca de 78% dos inadimplentes estão com atraso de mais de 90 dias, com 16,5% registrando atraso entre de 31 e 90 dias, e apenas 5,5% com atraso de menos de 30 dias.
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